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Casar-se é fácil, mas ser bons esposos é uma arte

© Angelrays
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O que acontece depois do “e foram felizes para sempre”? Também o casamento precisa ser aprendido aos pés do Mestre

O amor não é um instinto humano, a atração sim. Esta, como nos demais animais, busca expandir a espécie humana mediante a união carnal. O amor, por sua vez, é uma decisão da pessoa, uma possibilidade enorme de construir-se e construir, de doar-se, de ser feliz, de dar sentido à vida e levá-la à comunhão plena com Deus, que é amor (cf. 1 Jo 4, 8).
 
Por achar que é o amor instintivo, por supor que a natureza sozinha se encarrega de educá-lo, por considerar que não temos poder de decisão sobre ele e que simplesmente nos arrasta como um enorme turbilhão para o seu interior, deixando-nos com uma sensação de vertigem ou uma cratera profunda de dor quando fracassamos em sua tentativa, por isso e muito mais, acabamos construindo relações de casal adaptadas mais ao instinto de sobrevivência afetiva que ao plano de Deus para fazer de nós imagens perfeitas de Si mesmo.
 
A emoção exagerada que ativa a atração (como o chamado “amor à primeira vista”) costuma ser confundida com esta faculdade que tem mais a ver com a vontade que com a pele (ainda que possa começar como um amor erótico). É por isso que podemos acabar submetendo ao corpo a experiência do amor.
 
“Siga o seu coração” é o que normalmente aconselham os que não sabem mais o que dizer. Mas a gravidade destas palavras é que o “coração” está ligado às emoções e estas têm um grande componente fisiológico, e então buscamos o prazer, não o bem em si. Lembre-se de que nem tudo o que é bom é prazeroso, e nem tudo o que é prazeroso é bom.
 
É por isso que vale a pena levar em consideração que, no processo de enamoramento, o casal pode se habituar a certas atitudes que correm o risco de acabar com o relacionamento:
 
1. Porque não sabem amar como cônjuges, depois de casados tendem a estar mais atentos aos seus pais que ao seu cônjuge. O mandato bíblico estabelece: “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe…” (cf. Gênesis 2, 24). Isso não implica em abandonar os pais, logicamente. O vínculo filial ocupa um lugar diferente na escala dos que se casaram. Mas é preciso romper o cordão umbilical, sair de debaixo das asas dos pais.
 
2. Quando os filhos chegam, os pais tendem a dar-lhes toda a atenção, esquecendo-se um do outro e dos seus compromissos conjugais. Os filhos não podem minar a relação conjugal, e sim reforçá-la.
 
3. Chegam a considerar que o domingo é um dia para descansar “da família” e não “com a família”. Este dia precisa ser dedicado a compartilhar momentos que reforcem a relação entre a família e Deus.
 
4. Acostumados com os contos de fadas, consideram que o casamento é o “fim da história”. Mas este é justamente o começo de um longo caminho.
 
5. Ao enfrentar conflitos, correm o risco de considerar que a cama soluciona as dificuldades. O sexo não soluciona problemas que não foram gerados nele. Não podemos ir para a cama com raiva (cf. Ef. 4, 26).
 
6. É um atentado ao amor doar os corpos sem doar a vida também. Isso é uma prostituição gratuita.
 
7. Confundir paixão com amor é um grande equívoco. O tempo acaba com a primeira e aperfeiçoa o segundo.
 
8. Finalmente, é preciso recordar que nenhum dos dois se torna “uma só carne” com os filhos, que um dia irão embora, nem com seus pais, que morrerão. Todo casal de esposos começa sozinho e acaba sozinho, e esta é uma simples razão para reconhecer a importância de cuidar-se mutuamente.
 
Todo relacionamento de casal tem uma rotina, necessária para o amadurecimento; o que é preciso evitar é que tal rotina se torne monotonia, assassinando sua opção, sua escolha.
 
O amor não é um instinto, mas uma faculdade, o maior dom para nos tornar semelhantes a Deus, e por isso requer sentar-se aos pés do Mestre para aprender diretamente dele como amar-nos e não fracassar na tentativa.
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