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O demônio não quer ser descoberto?

Bernat Casero / Flickr CC
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Entrevista com o psiquiatra da Associação Internacional dos Exorcistas, reconhecida pelo Vaticano e fundada pelo Pe. Gabriele Amorth (2ª parte)

A Aleteia conversou com o Dr. Valter Cascioli, médico psiquiatra, porta-voz e conselheiro científico da Associação Internacional dosExorcistas (AIE), que recebeu recentemente o reconhecimento jurídico da Congregação Vaticana para o Clero. A Associação reúne cerca de 300 exorcistas de todo o mundo.
 
De quantos casos de exorcismo o senhor já participou?
 
Dr. Valter Cascioli: Já assistir mais de 100 casos. Fui assistente do famoso exorcista Pe. Gabriele Amorth, presidente honorário e fundador da Associação Internacional dos Exorcistas.
 
O que acontece quando uma pessoa o procura, sendo crente ou não, e lhe diz que percebe presenças sobrenaturais?
 
Certamente, é muito importante acolher as pessoas que se dirigem a nós. Isso é importante tanto para um padre quanto para um médico. Escutar as pessoas. Consolá-las.  Ajudá-las a entender quando se trata de um temor justificado, de um medo, de um problema psicológico, psiquiátrico ou de um problema sobrenatural.
 
Quando foi que o senhor, como psiquiatra, se convenceu da existência do diabo?
 
Foi pela fé. Conhecendo o magistério da Igreja e o conteúdo da Bíblia. Reconheci a existência da atividade demoníaca. Na Bíblia, Satanás (diabo, maligno) é citado 118 vezes; no Novo Testamento, são 84 vezes, e 34 vezes no Antigo Testamento. Isso seria suficiente para acreditar na presença do diabo. Entretanto, por graça de Deus, tive a possibilidade de perceber assistindo a tantas pessoas afetadas pela atividade do maligno.
 
O que seus colegas dizem?
 
Há muita ignorância entre médicos e psiquiatras, muito além do ato de crer ou não. Estas coisas existem realmente. E então eu digo: quem toca um fio de alta tensão morre, sabendo ou não da possibilidade de choque. O efeito não muda. É preciso ser prudentes, porque as consequências podem ser dramáticas.
 
O demônio não quer ser descoberto?
 
Uma das suas estratégias é o engano, que está muito presente na nossa sociedade. Sobretudo em pessoas que privilegiam a razão e o intelecto e não vivem na fé. Diz-se que é uma herança de outras épocas, como a Idade Média. Isso não é verdade. É uma realidade que ainda hoje está tão presente como quando Jesus, há dois mil anos, fazia exorcismos, livrava as pessoas do demônio.
 
Que estratégias o demônio usa?
 
A estratégia mais comum é fazer-nos acreditar que ele não existe. Mas basta ler a Bíblia. Eu gosto de citar um autor não católico, Charles Pierre Baudelaire, que diz: “O engano do diabo consiste em fazer-nos acreditar que ele não existe”.
 
O senhor já sentiu medo do diabo?
 
Ficamos consternados e comovidos diante da atividade demoníaca, mas sobretudo diante do grande sofrimento de tantos irmãos. Não precisamos ter medo do diabo, porque acreditamos em Deus. As pessoas que têm medo do diabo em geral se afastaram de Deus.
 
Convido todos aqueles que temem a atividade do maligno a afastar-se do pecado. Recordo como a atividade demoníaca com a tentação nos leva a pecar, porque é a porta por onde entram todos os transtornos dos quais falamos.
 
A depressão é o mal da nossa época. Milhões de pessoas sofrem disso. É possível que a depressão esconda uma presença demoníaca?
 
Também neste caso não podemos confundir problemas psiquiátricos que têm raiz em uma causa natural. Os problemas psiquiátricos não podem ser confundidos com transtornos que se encontram fora do ser, do estado natural da pessoa (sobrenaturais) e que têm origem na atividade do maligno. A depressão é uma doença psiquiátrica que não deve ser confundida com a tristeza. Esse estado emocional que todos nós já vivenciamos e que é passageiro.
 
A depressão é uma tristeza profunda, vital, que tende a perdurar e que não depende de fatores externos. É um desnível do eixo. A

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