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Papa Francisco: “Meu avô me ensinou a dor da guerra”

© AP/Courtesy of Sergio Rubin

Ary Waldir Ramos Díaz - publicado em 05/08/14

Quem era Bergoglio? Reconstrução histórica do homem que ensinou ao atual Papa as coisas sobre a guerra

O jornal italiano Avvenire e o canal de televisão dos bispos italianos TV 2000 realizaram um estudo com arquivos históricos e reconstruíram a história do soldado Giovanni Bergoglio.

Em discurso no dia 6 de junho, o Papa Francisco se recordou do avô veterano da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), para denunciar a catástrofe da violência. Iniciou assim uma reconstrução histórica para saber quem era o avô Bergoglio. 

O Papa, ao anunciar que no próximo dia 13 de setembro rezará diante do monumento militar de Redipuglia pelos mortos em todas as guerras, com ocasião do aniversário da eclosão da Primeira Guerra Mundial, afirmou que a guerra é uma enorme tragédia “da qual ouvi tantas histórias dolorosas pela boca do meu avô”.

Giorvanni Carlo Bergoglio é filho de Francesco e Maria Brugnarom. Nasceu a 13 de agosto de 1884, na região italiana de Asti. Foi um dos 31.000 oficiais do exército italiano que combateram na Primera Guerra Mundial.

Segundo o historiador Dietrich Schwanitz, a Primeira Guerra Mundial foi a primeira catástrofe do século XX. No Velho Continente contam-se 8 milhões de mortes e 20 milhões de feridos. Vários historiadores concordam sobre o fato de que o regime nazista e o ultranacionalismo, em várias áreas europeias, foram o produto direto do conflito que resultou na Segunda Guerra Mundial.

O Avvenire e a TV 2000 encontraram a certidão de nascimento do avô Bergoglio, além de recolher informações no Centro de documentação da Região Militar do Norte do Exército Italiano, nos arquivos do Estado de Turim, Alessandria e Asti.

O documento do Exército, com a data de 28 de junho de 1904, confirmou que o avô do Papa Francisco, Giovanni Bergoglio, quando tinha 20 anos, foi liberado do Exército por uma “deficiência toráxica”, que lhe impedia de desenvolver o serviço obrigatório de três anos. Era um jovem de constituição física frágil, tinha 1,68m, olhos e pele escuros e cabelos ondulados. 

No dia 13 de maio de 1915, a Guerra convocou todos os reservistas do Exército italiano, e Giovanni Bergoglio tinha 30 anos quando o chamaram. O soldado se uniu aos companheiros na aliança internacional (Itália, França, Inglaterra e Rússia). 

O jovem chegou às trincheiras no dia 10 de julho de 1916, designado para o 78° Regimento da Infantaria, na fronteira entre a Itália e a Eslovénia, ao norte de Gorizia, na região do Monte Sabotino. Foi protagonista de ásperas batalhas durante todo o verão de 1916, que no dia 5 de agosto anunciou a batalha de Gorizia, que continuou em 1917 e em 1918.

Com basa na reconstrução histórica, “não faltaram atos de coragem e provas de valor por parte dos soldados que compunham a brigada (Toscana), durante a Guerra”. Foi uma tragédia de consequências globais.

O avô do Papa Francisco foi um dos soldados que voltaram para casa para contar a tragédia humana e moral da guerra. Em 15 de agosto de 1919, teve a licença definitiva na qual se certificou a sua “boa conduta”, que lhe rendeu uma recompensa de 200 liras (moeda da época). 

O avô do Papa colocou no coração do neto as sementes da busca pela paz. Vicenzo Grienti escreveu no Avvenire que os avós italianos que combateram na Guerra “voltaram à vida duas vezes: porque sobreviveram, mas sobretudo porque foram ouvidos pelos filhos e netos. Entre estes Jorge Mario Bergoglio, que sempre se lembra das histórias do avô Giovanni”.

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