Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Cadastre-se e receba Aleteia diretamente em seu email. É de graça.
Receber

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Possessão diabólica: o filho pode herdar uma maldição contra sua mãe?

© Fabiana / Flickr CC
Compartilhar

Entrevista com o psiquiatra da Associação Internacional dos Exorcistas, reconhecida pelo Vaticano e fundada pelo Pe. Gabriele Amorth (3ª parte)

A Aleteia conversou com o Dr. Valter Cascioli, médico psiquiatra, porta-voz e conselheiro científico da Associação Internacional dos Exorcistas (AIE), que recebeu recentemente o reconhecimento jurídico da Congregação Vaticana para o Clero. A Associação reúne cerca de 300 exorcistas de todo o mundo.
 
Quais são os elementos em comum nas histórias das pessoas possuídas?
 
As histórias são diferentes, porque cada pessoa é diferente. A única coisa que não muda é a presença do maligno. Às vezes, as manifestações apresentam características particulares. Há situações nas quais são necessários anos de exorcismo. São pessoas que sofrem porque têm problemas que incidem no âmbito afetivo, laboral e familiar.
 
O que mais lhe chama a atenção nestes casos de possessão?
 
O grande sofrimento das pessoas. O nível de prostração física, moral, psicológica e espiritual. Neste ministério de consolação e de libertação, estamos comprometidos em apoiar milhões de pessoas que têm necessidade não somente de ser livradas do maligno, mas também de receber ajuda para sair de situações de sofrimento.
 
Casos particulares?
 
Lembro-me de um homem idoso, de constituição física frágil, que, de repente, foi dotado de uma força sobre-humana. Uma força superior à da idade e do corpo. O idoso não respondia aos remédios. Ele estava sozinho com o padre exorcista e, em um determinado momento, com uma só mão, levantou uma mesa de madeira maciça – algo que exigiria a força de várias pessoas.
 
Existem casos de possessão em crianças?
 
Infelizmente, sim. Podemos verificar casos desse tipo. A maldição contra uma mãe durante a gravidez pode ser a fonte do problema. Lembro-me do caso de um menino de 10 anos que havia sido alvo de uma maldição. Poderíamos dizer que se tratava de uma vingança transversal, porque primeiro foram afetados seus parentes, seus pais e depois o menino.
 
Quais eram os sintomas dele?
 
Ele sofria de vários transtornos físicos e psíquicos. E se manifestava em uma fenomenologia extraordinária. Desde pequeno, sem estudar, ele sabia tocar piano como um músico profissional. Havia outros sintomas. O sofrimento era enorme.
 
Uma mulher católica nos contou que, certa vez, ela se assustou porque, quando era estudante, diante do seu grupo de amigas, disse uma blasfêmia e sua voz mudou inexplicavelmente. Na rotina diária também pode se manifestar em nós uma presença diabólica?
 
Neste caso é uma manifestação esporádica. No entanto, quando existem outros sintomas, como os anteriormente mencionados, a pessoa poderia procurar um padre.
 
Há algum caso particular de exorcismo que lhe chamou especialmente a atenção?
 
Lembro-me de uma idosa analfabeta que se expressava em sânscrito. Felizmente, estava presente no exorcismo um padre especialista em letras antigas, que conseguiu reconhecer o idioma.
 
O que esse espírito dizia?
 
O espírito maligno que possuía a pessoa expressava ódio a Deus e às pessoas, raiva com relação a quem combate o mal, ao padre exorcista. O diabo odeia o homem porque o homem é filho amado de Deus.
 
A curiosidade por rituais ou por magia pode desencadear estes fenômenos?
 
Posso dizer que a curiosidade não ajuda. A curiosidade leva o homem ao conhecimento, mas algumas vezes o leva a coisas das quais é melhor estar longe. A curiosidade pelo mundo do ocultismo, do esoterismo, da magia… é nefasta. Às vezes, algumas medicinas alternativas também não são compatíveis com a fé.
 
Por exemplo?
 
O reiki, uma terapia de origem japonesa para curar com as mãos. É preciso distinguir como as pessoas se aproximam dessas práticas, seja por ignorância ou boa vontade, sem perceber o que realmente significam. Seria melhor refletir antes de procurar estas práticas.

(1ª parte desta entrevista: “Como distinguir possessão diabólica de doença mental?”; 2ª parte: "O demônio não quer ser descoberto?")

Boletim
Receba Aleteia todo dia
São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.