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Cansado de lutar pela sua família?

Cato Bravo
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Lembre-se dos seus filhos e do que acontece com os que não crescem no calor de um lar sólido e repleto de amor

A dor gerada dentro da família, os relacionamentos disfuncionais entre pais e filhos, as dificuldades econômicas traduzidas em pobreza extrema, a agressividade por parte de algum membro do lar, entre outros, podem trazer consequências prejudiciais para os membros da família.
 
Um dos primeiros anseios escondidos do coração humano nestas circunstâncias é o de poder conquistar uma liberdade e uma vida nova, que permita mudar todas as condições negativas atuais, que geram infelicidade, para poder superar o tédio de viver.
 
Neste ambiente hostil, os filhos esperam oportunidades que lhes permitam tornar realidade aqueles contos de fadas que certamente ouviram quando crianças. Eles, uma vida de aventuras que os faça sentir-se heróis, cavaleiros de armaduras, xeiques do Oriente, com mulheres abanando-os constantemente; elas, o príncipe encantado para tocar delicadamente seus lábios, fazendo-as despertar desse terrível pesadelo que acreditam viver.
 
É neste ponto que elas encontram aventureiros que matam dragões e conquistam donzelas para levá-las ao castelo dos sonhos, meninos felizes com seus vazios da alma, que preenchem com intermináveis noites de distração e alucinantes remédios, que os fazem esquecer por um momento a miséria das suas vidas. E eles, amigos libertadores que prometem uma aventura na qual a adrenalina se misturará com a novidade para dar à vida um toque de emoção e sentido.
 
Quem não vivenciou a segurança e a força do amor da sua família pode cair nas garras dos que fingem ser redentores, sobretudo desses que se apresentam como o “messias” afetivo da vida, aqueles de quem se chega a afirmar: “Você chegou para dar sentido a tudo o que sou”.
 
Mas o perigo latente desses supostos redentores está em que são mais opressores que qualquer outro, e suas correntes são mais pesadas que aquelas das quais as pessoas procuram libertar-se. Com eles, é fácil adquirir dívidas impagáveis de afeto; parecem salvadores que nos tiraram da cruz, mas unicamente para pregar-nos em outra muito maior e mais escravizadora.
 
Novos erros não corrigem erros passados. Pais com “filhos da dor”, frustrados, amargurados, cansados de viver, que só são felizes em sonhos e que estão dispostos a estender a mão buscando a “salvação” em qualquer um que lhes sorrir e prometer tirá-los do seu inferno para levá-los a um paraíso que continua estando na imaginação de todos.
 
Só vale a pena a solidez do lar, a força do amor humano libertador, a confiança nos pais, a luta por oferecer um amor que não deixe dívidas de nenhum tipo, que permita aos pais morrer sabendo que ofereceram aos seus filhos a serenidade de uma relação dignificante que não tem necessidade de ser preenchida com amores fictícios, redentores falsos e comerciantes de liberdade ilusória.
 
Mas antes é preciso superar as miragens que enganam com facilidade e que nos levam a chamar de ouro tudo aquilo que brilha, só porque nunca se usou uma peça feita com esse material.
 
Para oferecer liberdade, é preciso ser livres; para oferecer amor, é preciso amar-se; e para salvar, é preciso estar em situação de quem foi salvo. Ninguém que está se afogando pode estender a mão a quem se afoga com ele.
 
É imprescindível entender que quem ajuda precisa fazê-lo por amor ao outro e não por amor a si mesmo; que, quando resgata, não ata; e que, quando cura um lado, não pode ferir o outro.
 
A reflexão sobre a nossa própria família é o que inicia este trabalho, para evitar que os filhos caiam nas mãos de comerciantes da esperança; ajudá-los a ter um senso de pertencimento e de responsabilidade com os membros da casa, segundo sua idade e papel.

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