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De ateia a padroeira da Europa: a gloriosa jornada de Edith Stein

"Edith Stein und Maximilian Kolbe" by Anne-Madeleine Plum - Photograph of original work.
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Em agosto de 1942, ela foi martirizada em uma câmara de gás em Auschwitz – mas o seu legado permanece para sempre

Santa Teresa Benedita escreveu um “testamento” profético em 6 de junho de 1939:

“Peço ao Senhor que faça uso da minha vida e da minha morte… conforme os Sagrados Corações de Jesus e de Maria e segundo a Santa Igreja, especialmente pela preservação da nossa santa ordem, em particular dos mosteiros carmelitas de Colônia e de Echt, como expiação pela descrença do povo judeu e para que o Senhor seja recebido pelo seu próprio povo e o seu reino venha na glória para a salvação da Alemanha e para a paz no mundo, para os meus entes queridos, vivos ou mortos, e por todos aqueles que Deus me deu: para que nenhum deles se perca”.

Após a invasão nazista de 1940 e a ocupação dos Países Baixos, o seu sacrifício, já aceito em paz, se aproximou ainda mais. Em represália a uma declaração de 1942 em que a Conferência dos Bispos Holandeses condenava a perseguição dos nazistas e a deportação dos judeus, a Gestapo invadiu as comunidades religiosas na Holanda para prender e deportar todos os judeus convertidos que tivessem sido abrigados dentro delas.

No dia 2 de agosto de 1942, a irmã Teresa Benedita e sua irmã Rosa foram presas. Enquanto eram levadas para fora do convento, Edith foi ouvida sussurrando a Rosa: “Vamos, vamos pelo nosso povo”.

Que exemplo de renúncia e de abnegação heroica! O amor de Santa Teresa Benedita por Deus era tão grande que se derramava em amor pelos vizinhos, pela família e pelos amigos judeus. Edith Stein sabia que Deus a tinha considerado digna de uma morte de mártir e a enfrentou corajosamente. Os indícios apontam para a data de 9 de agosto de 1942 como o dia em que a irmã Teresa Benedita, sua irmã Rosa e muitas outras vítimas foram levadas ao encontro da morte em uma câmara de gás em Auschwitz.

A grande intelectual tinha partido. Uma alma nobre era levada deste mundo, mas nos deixava um exemplo extraordinário de vida determinada e sacrificial, de fé firme o suficiente para suportar a crueldade e a humilhação, de amor a Deus e ao próximo, capaz de vencer o medo humano e de se comprovar no sofrimento e na morte. A irmã Teresa Benedita poderia ter dado muito mais ao mundo, mas a sua morte, oferecida de forma apropriada em expiação pela descrença do povo judeu, pela salvação da Alemanha, pela vinda do Reino de Deus e pela paz no mundo, superou qualquer oferta natural que ela pudesse ter feito nesta vida.

Canonizada em 1998 pelo papa João Paulo II, Santa Teresa Benedita da Cruz é uma dos seis santos padroeiros da Europa.

Santa Teresa Benedita da Cruz, roga por nós, para que possamos amar a Deus e ao próximo com o teu mesmo espírito de completo sacrifício.

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