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Trégua em Gaza é rompida com foguetes e ataques aéreos

<p>Um motorista inspeciona os danos causados a um ônibus que foi atingido por um foguete lançado da Faixa de Gaza para o kibutz de Yad Mordechay.</p>

AFP - publicado em 20/08/14

A ofensiva aérea e terrestre israelense que devastou a Faixa de Gaza matou mais de 2.000 palestinos

O cessar-fogo entre o Hamas e o Exército israelense foi quebrado nesta terça-feira com disparos de foguetes contra Israel e ataques aéreos na Faixa de Gaza, retomando uma guerra que volta a assolar região.

A mulher e uma filha do líder militar do Hamas, Mohammed Deif, foram mortas em um ataque aéreo de Israel durante a noite em Gaza, revelou Mussa Abu Marzuk, número dois do bureau político do movimento radical palestino no exílio.

Segundo socorristas palestinos, uma mulher e uma menina de dois anos morreram em um bombardeio israelense contra uma casa no bairro de Sheikh Radwan, na cidade de Gaza. Outras 45 pessoas ficaram feridas no ataque.

Em Deir el-Balah, outro ataque aéreo de Israel matou seis pessoas, incluindo três crianças, na manhã desta quarta-feira, informaram os serviços palestinos de emergência.

O bombardeio atingiu uma casa matando um homem de 32 anos, sua mulher, grávida, os três filhos do casal e um tio das crianças.

Estas foram as primeiras vítimas de bombardeios israelenses desde o dia 10 de agosto, quando entrou em vigor a trégua concluída nesta terça-feira.

Durante a noite, o braço armado do movimento Hamas, que controla Gaza revindicou vários disparos de foguetes em direção a Israel, incluindo um que atingiu Tel Aviv e outro em direção a Jerusalém, as duas principais cidades israelenses. De acordo com o Exército, ninguém ficou ferido.

A quebra do cessar-fogo interrompeu as negociações no Cairo entre israelenses e palestinos que tinham por objetivo transformar essa pausa em uma trégua prolongada. Os representantes israelenses foram chamados de volta pelo seu governo, sem perspectiva alguma de retorno às discussões.

As negociações antes da retomada dos disparos não registraram progresso e "as chances de chegar a um acordo se evaporam", havia indicado no Twitter Ezzat El-Rishq, um líder do Hamas, principal alvo da ofensiva lançada por Israel em 8 de julho.

Os moradores de Gaza, duramente afetados por um mês de combates, voltaram a fugir aos milhares das áreas mais expostas.

Centenas de pessoas com grandes bolsas e colchões deixaram Chajaya para se abrigar em escolas da ONU transformadas em abrigos.

"Ouvimos notícias de que a trégua tinha acabado. Vou para a casa dos meus pais no centro. Meus filhos ficaram aterrorizados quando ouviram que a guerra ia ser retomada", disse Raghda al-Muqqa, mãe de três filhos, enquanto começavam a se preparar para deixar o norte de Gaza.

Washington "muito preocupado"

A ofensiva aérea e terrestre israelense que devastou a Faixa de Gaza matou mais de 2.000 palestinos e feriu cerca de 10.000. Do lado israelense, 64 soldados morreram, assim como três civis.

Os Estados Unidos manifestaram preocupação com o "rompimento do cessar-fogo", considerando o Hamas "responsável" pelos disparos de foguetes e considerando que Israel tem o direito de se defender.

O Hamas negou ter atacado primeiro e ameaçou Israel. Ezzat al-Rishq, um dos líderes do grupo, afirmou que "Israel não estará em segurança enquanto o povo palestino não estiver".

"O cessar-fogo está morto e Israel é responsável", disse, pouco depois, Azzam al-Ahmed, chefe da delegação palestina que participa das negociações indiretas com Israel.

"O processo do Cairo é baseado na precondição de um respeito total ao cessar-fogo", explicou uma autoridade israelense. "Se o Hamas começar a disparar foguetes, o processo do Cairo está fadado ao fracasso".

As novas hostilidades foram desencadeadas pelos disparos de foguetes palestinos durante a tarde, em plena trégua, aos quais o Exército respondeu com ataques aéreos ordenados por Netanyahu.

Dos foguetes disparados contra Israel, seis caíram em áreas vazias, um em Tel Aviv e dois foram interceptados pelo sistema de defesa anti-mísseis, de acordo com o Exército. Não houve vítimas.

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