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Hostilidades prosseguem em Gaza; Egito busca trégua

<p>(13 ago) Casas destruídas no norte da Faixa de Gaza</p>

AFP - publicado em 25/08/14

Em Gaza, meio milhão de crianças palestinas não voltaram às aulas no domingo, como estava previsto, devido à guerra

A diplomacia egípcia se esforçava nesta segunda-feira para fazer Israel e o Hamas entrarem em acordo sobre uma trégua em Gaza, onde as hostilidades prosseguiam, com quatro mortos em novos ataques aéreos israelenses.

O Cairo, vizinho e mediador habitual, propôs um novo cessar-fogo em Gaza para deter uma guerra que em 49 dias deixou mais de 2.100 mortos do lado palestino, 70% deles civis, segundo a ONU, e 68 do lado israelense, sendo 64 soldados.

"A ideia é um cessar-fogo temporário que autorize a abertura de postos fronteiriços, permitindo a entrada de ajuda humanitária e de material de reconstrução. Os pontos litigiosos serão abordados em um mês", disse uma fonte palestina à AFP.

"Estamos dispostos a aceitar, mas esperamos a resposta israelense à proposta", acrescentou a fonte, que pediu o anonimato.

Segundo outro funcionário palestino, os egípcios podem convidar ambas as partes a retomar as negociações em 48 horas.

"Estão sendo feitos esforços para alcançar um acordo", confirmou à AFP um porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri.

Daud Shihab, porta-voz da Jihad Islâmica, a segunda força de Gaza e participante nas negociações indiretas com Israel, advertiu que "o êxito dos contatos dependerá se as exigências palestinas serão ou não levadas em conta".

Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, não quis fazer comentários e limitou-se a repetir a posição de que Israel não negociará enquanto prosseguirem os disparos de foguetes palestinos.

Há semanas, o Egito atua como mediador em busca de uma paz duradoura entre Israel e o movimento islamita palestino Hamas.

O último cessar-fogo entrou em vigor no dia 11 de agosto e foi respeitado durante nove dias. Neste período de tempo, os egípcios tentaram convencer os dois lados a aceitar uma trégua prolongada.

Mas as negociações, indiretas (já que Israel nega-se a se sentar na mesma mesa que os delegados do Hamas), esbarraram em exigências até agora irreconciliáveis: as garantias de segurança dos israelenses e o fim do bloqueio israelense por parte dos palestinos.

Israelenses e palestinos retomaram as hostilidades no dia 19 de agosto, os primeiros com uma chuva de ataques aéreos, os segundos com foguetes e morteiros. Desde então 104 palestinos e um israelense morreram.

Nesta segunda-feira quatro palestinos morreram em Gaza, entre eles uma mãe e seu filho de três anos, em dois ataques israelenses, segundo fontes médicas.

Em Beit Furik, no norte da Cisjordânia, um adolescente palestino baleado na sexta-feira por soldados israelenses durante uma manifestação em solidariedade a Gaza faleceu nesta segunda-feira.

De acordo com a ONU, ao menos 20 palestinos morreram na Cisjordânia desde o início da campanha israelense em Gaza, no dia 8 de julho.

Um início de curso incerto

O exército israelense indicou nesta segunda-feira que bombardeou ao menos 16 alvos e que 39 foguetes foram lançados a partir da Faixa de Gaza contra o território israelense, sem deixar vítimas.

Segundo testemunhas, os aviões israelenses destruíram duas mesquitas, uma em Beit Hanun, no norte do enclave, e a outra na cidade de Gaza.

No domingo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, advertiu que a campanha "Barreira Protetora" seguirá "até que seu objetivo tenha sido alcançado, o que pode levar um tempo".

Segundo ele, Israel pode prosseguir com as operações após o início do ano escolar, na próxima segunda-feira.

O detalhe é importante, já que a opinião pública teme que as crianças do sul de Israel retomem as aulas sob a ameaça dos foguetes de Gaza.

Em Gaza, meio milhão de crianças palestinas não voltaram às aulas no domingo, como estava previsto, devido à guerra, segundo várias organizações humanitárias.

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