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Ucrânia afirma ter repelido coluna de blindados procedente da Rússia

<p>O chanceler russo participa de uma entrevista coletiva em Moscou</p>

AFP - publicado em 25/08/14

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, desmentiu as informações

A Ucrânia afirmou nesta segunda-feira que suas tropas repeliram uma coluna de blindados que cruzaram a fronteira a partir da Rússia, ao mesmo tempo em que Moscou aumentou a tensão ao anunciar que enviará um novo comboio de ajuda ao leste separatista da Ucrânia.

Um porta-voz militar afirmou que o exército conseguiu deter uma coluna de "dez tanques e dois veículos blindados que transportavam as tropas", agitavam bandeiras separatistas e se dirigiam à cidade costeira de Mariupol, depois de ter atravessado a fronteira a partir da Rússia.

A moradora de uma localidade próxima indicou à AFP que ouviu explosões no leste, em direção à fronteira.

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, desmentiu as informações.

"Não ouvi falar disso, mas há muita desinformação a respeito desta invasão", indicou.

A Ucrânia denunciou em muitas ocasiões as incursões em seu território de unidades militares russas e o bombardeio de suas tropas a partir do outro lado da fronteira, e também acusou Moscou de entregar armas aos separatistas, o que a Rússia sempre desmentiu.

Se a incursão for confirmada, pode complicar a reunião entre o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, e seu colega russo, Vladimir Putin, prevista para terça-feira em Minsk ao lado de outros líderes europeus.

Poroshenko prometeu falar de paz com o presidente russo, mas insiste que a retirada dos separatistas pró-Rússia é a única forma de acabar com o conflito que já deixou mais de 2.200 mortos em quatro meses.

Novo comboio humanitário

Moscou, por sua vez, aumentou ainda mais a tensão ao anunciar a intenção de enviar um segundo comboio de ajuda humanitária ao leste da Ucrânia.

A Rússia enviou na sexta-feira 230 caminhões que, segundo Moscou, continham 1.800 toneladas de ajuda humanitária para o reduto separatista de Lugansk sem o controle dos observadores da Cruz Vermelha, uma ação que Kiev denunciou como uma invasão direta.

Os caminhões retornaram à Rússia no sábado sem que nenhum incidente fosse registrado.

O chanceler russo, Serguei Lavrov, anunciou que Moscou deseja enviar um novo comboio nesta semana e pediu à Ucrânia que facilite a entrega da ajuda.

Kiev e os países ocidentais temem que Moscou utilize o envio humanitário para ajudar os separatistas ou que o use como desculpa para enviar tropas, algo que Moscou nega.

Mais de 400.000 pessoas fugiram da região desde abril, quando o exército ucraniano começou a enfrentar os separatistas pró-russos no leste do país. Em algumas cidades tomadas pelos insurgentes e sitiadas pelo exército, a população está há semanas sem água e eletricidade.

Contra-ofensiva rebelde

Em terra, um líder dos separatistas anunciou no domingo uma contra-ofensiva contra o exército no sul deste reduto insurgente, e disse ter mobilizado tanques e artilharia.

O Estado-Maior da operação militar ucraniana no leste admitiu nesta segunda-feira, por sua vez, um aumento da ação inimiga.

Em Donetsk, reduto dos insurgentes sitiado pelo exército ucraniano, eram ouvidas fortes explosões na tarde desta segunda-feira. Os combates ocorriam no sul da cidade durante a manhã e eram observadas colunas de fumaça, afirmaram jornalistas da AFP.

A pequena cidade de Olenivka, sacudida pelos bombardeios há uma semana, parece ser um dos alvos da batalha, segundo autoridades separatistas.

Já o porta-voz militar ucraniano Andrei Lyssenko afirmou que o exército havia repelido contra-ataques na periferia de Lugansk, Donetsk e Ilovaisk. Anunciou que quatro soldados ucranianos morreram em 24 horas.

A polêmica também cresceu pelo desfile de dezenas de soldados prisioneiros realizado no domingo no centro de Donetsk, em resposta à marcha militar em Kiev pelo Dia da Independência da Ucrânia.

O ministro da Defesa criticou os insurgentes por não respeitar as leis de guerra e de humanidade.

Lavrov, por sua vez, indicou que "não via nada próximo ao que poderia ser considerado humilhante" nas imagens do desfile.

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