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Redação da Aleteia

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Bispo dos EUA aceita participar do desafio do balde de gelo, mas…

Premier Dave Hancock
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...se recusa o enviar seu donativo à Associação ALS e o manda para outra instituição

Afinal, as doações feitas à Associação ALS serão usadas ou não em pesquisas com células-tronco embrionárias humanas?
 
Há dúvidas e questionamentos suficientes para que muitos católicos decidam não participar do "Desafio do Balde de Gelo".
 
E pelo menos uma Igreja local, nos Estados Unidos, já alertou os fiéis para evitarem a campanha.
 
O “Desafio do Balde de Gelo” se tornou sensação mundial na internet ao longo da semana passada, mas a arquidiocese norte-americana de Cincinnati pediu que os diretores das suas escolas católicas não incentivem os alunos a arrecadarem dinheiro para a Associação ALS. As informações são do site Cincinnati.com.
 
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), "também chamada de doença de Lou Gehrig, é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva que afeta as células nervosas do cérebro e da medula espinhal", conforme explicado pela Associação ALS. "Com a ação muscular voluntária afetada, os pacientes nos estágios mais avançados da doença podem ficar totalmente paralisados".
 
O motivo da arquidiocese de Cincinnati para não incentivar as doações à Associação ALS é que ela financia pelo menos um estudo com células-tronco embrionárias, declarou Dan Andriacco, porta-voz da arquidiocese. Ele sugere que o dinheiro levantado no Desafio do Balde de Gelo seja direcionado ao Instituto de Pesquisas Médicas João Paulo II, da cidade de Iowa, também nos EUA, onde a pesquisa só é realizada com células-tronco adultas.
 
Pelo menos um bispo norte-americano vai encarar o desafio: dom David Zubik, de Pittsburgh, concordou em ficar encharcado neste fim de semana. Seu donativo será enviado ao Instituto João Paulo II, de acordo com o Pittsburgh Tribune-Review.
 
Em e-mail para a Aleteia, o vice-presidente do instituto, Alan Moy, explicou os objetivos científicos da sua pesquisa sobre a ELA. Após recrutar pacientes nos Estados Unidos e obter deles amostras de pele ou de gordura, além de dados clínicos, o instituto pretende desenvolver modelos de células-tronco a partir desses tecidos, sem o uso de embriões humanos nem de tecido fetal abortado.
 
Dom Zubik vai realizar o desafio depois da missa das 11h da manhã deste próximo sábado, juntamente com o pe. Dennis Colamarino, pároco em Duquesne, que foi diagnosticado com a doença há um ano.
 
"É uma oportunidade de devolver um pouco do amor e do apoio que eu tenho recebido nos últimos quinze meses", disse o pe. Colamarino.
 
Um porta-voz da diocese de Pittsburgh defendeu a decisão do bispo de não doar para a Associação ALS. "Estamos cientes de que a Associação ALS usa as células-tronco embrionárias pelo menos em uma das suas áreas de pesquisa", declarou o pe. Ronald Lengwin, que ressaltou que o Instituto João Paulo II, por outro lado, "utiliza uma variedade de células-tronco adultas para encontrar curas e tratamentos para várias doenças. Eles não fazem pesquisas de nenhum tipo com células-tronco embrionárias".
 
O porta-voz da arquidiocese não quis revelar o valor do donativo do bispo.
 
A Associação ALS declarou que de fato apoia um estudo com células-troncoembrionárias, mas acrescentou que os doadores podem solicitar que os seus donativos sejam direcionados a outras pesquisas.