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Kiev denuncia invasão russa e Ocidente ameaça Moscou com sanções

<p>Cinegrafista filma automóvel incendiado no centro de Donetsk, em 27 de agosto no leste da Ucrânia</p>

AFP - publicado em 29/08/14

Merkel confirmou para o presidente Obama que a situação ucraniana estará na ordem do dia do Conselho Europeu

Washington e seus aliados ameaçaram Moscou com novas sanções, nesta quinta-feira, diante de uma "clara" incursão de forças russas na Ucrânia, enquanto Kiev pedia ajuda militar "de envergadura" aos países ocidentais.

"É evidente aos olhos do mundo inteiro" que forças russas estão na Ucrânia, afirmou o presidente americano, Barack Obama, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, anunciando também que em setembro receberá seu colega ucraniano, Petro Porochenko, na Casa Branca.

"A incursão russa que acontece hoje na Ucrânia pode produzir apenas mais sanções" contra a Rússia, frisou Obama.

"A Rússia é responsável pela violência no leste da Ucrânia. A violência é estimulada pela Rússia. Os separatistas são treinados pela Rússia. São armados pela Rússia, são financiados pela Rússia", insistiu o presidente.

Ele descartou uma ação de tropas dos Estados Unidos na Ucrânia, mas prometeu defender os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Também nesta quinta à noite, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente Obama concordaram, em uma conversa por telefone, que o comportamento da Rússia na Ucrânia "não pode ficar sem consequências" – anunciou Berlim.

"Eles disseram que estão muito preocupados com várias informações sobre a chegada de novos soldados russos e de material militar russo" ao leste da Ucrânia – declarou em uma nota o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, acrescentando que "a chanceler e o presidente concordaram que um comportamento desses não pode ficar sem consequências".

Merkel confirmou para o presidente Obama que a situação ucraniana estará na ordem do dia do Conselho Europeu, no próximo sábado, em Bruxelas, e que os europeus discutirão a possibilidade de "novas sanções" – relatou seu porta-voz.

– Ucrânia pede ajuda militar –

Hoje, a Ucrânia pediu ajuda militar "de envergadura", depois de acusar a Rússia de enviar suas tropas para o leste do país. A acusação foi desmentida por Moscou.

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu em caráter de emergência para discutir a crise, enquanto os líderes europeus pediram que Moscou mude de estratégia para não sofrer "consequências muito graves".

O presidente ucraniano descreveu a situação como "extremamente difícil", mas preferiu evitar o pânico. Ao mesmo tempo, o governo anunciou que o serviço militar obrigatório será retomado no outono.

Os temores de uma guerra aberta entre ambos os países cresceram nas últimas horas, com acusações detalhadas por parte da Otan. De acordo com a organização, mais de mil soldados russos estão na região.

Esses soldados, que muitas vezes não usam insígnias, podem ser identificados por sua conduta, de "militares profissionais", comentou uma fonte de alta patente da Otan, insistindo em que há cada vez mais informações sobre soldados russos mortos nos combates.

"Eles operam equipamentos sofisticados, aconselham os separatistas, e os soldados avançam até 40 ou 50 km em território ucraniano", descreveu esse oficial, que informou que o fornecimento de armas aos rebeldes também teria aumentado "tanto em volume quanto em quantidade".

Uma fonte diplomática acrescentou que embaixadores para a aliança farão uma reunião de emergência na sexta-feira.

É a primeira vez que a Rússia é acusada de invasão direta na Ucrânia, depois de meses de suspeitas de Kiev e dos países ocidentais de que Moscou fornecia ajuda militar aos separatistas pró-russos que enfrentam o Exército ucraniano no leste do país.

Autoridades americanas acusaram as tropas russas de promoverem uma contraofensiva relâmpago, que levou rebeldes pró-Moscou a conquistarem faixas territoriais, invertendo o jogo do conflito que já dura quatro meses.

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Mundo
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