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Por que a esposa do fundador da Microsoft promove a distribuição de anticoncepcionais no mundo?

AP Photo/Elaine Thompson

Steven W. Mosher - publicado em 30/08/14

Melinda Gates se declara católica, mas está apoiando a distribuição de um medicamento que provoca sérios efeitos colaterais

Será que Melinda Gates conhece os graves riscos do anticoncepcional injetável Depo-Provera?

Será que nem os seus pais católicos, nem os professores católicos da escola das ursulinas em que ela estudou em Dallas, nem os seus párocos de Medina, em Washington, explicaram a ela a profética encíclica Humanae Vitae, escrita pelo papa Paulo VI em 1968, que reafirma a doutrina atemporal da Igreja sobre a santidade da vida humana e que rejeita os métodos artificiais de controle dos nascimentos?

Ou será que, assim como muitos outros católicos contemporâneos, Melinda Gates simplesmente rejeita essa doutrina?

Melinda Gates é a força motriz por trás de uma campanha multibilionária de controle populacional baseada principalmente em injetar Depo-Provera em mulheres de cor. Entre os parceiros do projeto estão as principais empresas e grupos focados em reduzir a fertilidade humana, como a Pfizer, a International Planned Parenthood Federation (IPPF), a USAID e o Fundo das Nações Unidas para a População.

A campanha começou com a Cúpula de Planejamento Familiar de Londres, realizada em julho de 2012. Melinda Gates prometeu doar 560 milhões de dólares. Depois, angariou mais de 2 bilhões adicionais em compromissos assumidos por vários países (como os EUA) e organizações (como a IPPF). Os delegados presentes se comprometeram com a estratégia de contracepção a ser aplicada em 120 milhões de mulheres do mundo inteiro até 2020.

É fácil entender por que a Pfizer está envolvida. Como fabricante do Depo-Provera, a gigante farmacêutica deve lucrar milhões e mais milhões com uma campanha que comprará praticamente toda a sua produção ao longo dos próximos anos.

O diretor da Pfizer na Nigéria, Enrico Liggeri, anunciou, naquela mesma cúpula, que a empresa está expandindo a capacidade de produção de Depo-Provera em 50%. "Já produzimos um bilhão de doses de Depo-Provera até agora e estamos empenhados em produzir mais um bilhão de doses até 2020".

Nada como ter um mercado subsidiado pelo governo em favor dos seus produtos!

Não foi feita na cúpula nenhuma menção ao fato de que os contraceptivos hormonais, como o Depo-Provera, comprometem o sistema imunológico da mulher e a tornam mais suscetível a contrair HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, que, aliás, já têm proporções epidêmicas em muitos países africanos.

Quanto à IPPF, à USAID e ao Fundo das Nações Unidas para a População, o seu envolvimento dispensa explicações. Eles estão focados no controle da população há décadas. O fundo da ONU e a IPPF, aliás, devem a própria existência ao pavor que havia no pós-Segunda Guerra Mundial de que o planeta chegasse a uma superpopulação. A USAID se uniu ao grupo mais tarde, mas tem feito o seu máximo esforço para compensar o “tempo perdido”, especialmente sob o governo de Barack Obama.

Mas por que o envolvimento de Melinda Gates, que não guarda segredo algum sobre o fato de ser católica?

Na abertura da Cúpula de Londres, ela declarou que o evento era "um marco importante na história do planejamento familiar. Estamos assumindo este compromisso com muito mais recursos do que nunca antes. Estamos colocando as mulheres no centro absoluto da questão".

Ela chegou a dizer que o desejo universal de que as mães possam dar aos seus filhos "todas as coisas boas" só pode ser realizado com o acesso universal aos contraceptivos e que "é por isso que estamos todos aqui". Ela não fez menção nenhuma ao Planejamento Familiar Natural, nem à abstinência, nem a qualquer ensinamento da sua própria Igreja.

Melinda Gates declarou, em vez disso: "Eu sou católica, mas as mulheres precisam ter acesso aos

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Saúde
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