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7 perigos escondidos na fumaça da maconha

Smokers High Life

Kathleen M. Berchelmann, MD - publicado em 02/09/14

Será que a legalização da droga tem alguma resposta para essas questões ainda em aberto?

Ao longo dos últimos cinco anos, alguma coisa mudou na relação entre os meus pacientes adolescentes e a maconha. Eles não sentem mais a necessidade de negar ou esconder que fumam. Com uma frequência cada vez maior, eles discutem abertamente, na frente dos pais, o uso que fazem da maconha. Alguns negam com veemência que bebam álcool, mas não hesitam em falar que fumam maconha regularmente.

Poucos anos atrás, não era assim. Quando eu mencionava a necessidade de fazer algum exame de detecção de drogas, os meus pacientes deixavam escapar olhares nervosos e, muitas vezes, confessavam o uso da maconha antes mesmo dos resultados dos testes, implorando que eu não contasse nada aos seus pais.

Meus pacientes reconhecem hoje que a maconha é uma droga; mas uma droga médica. Eles dizem aos pais que ela os ajuda a lutar contra a depressão e contra a ansiedade. E eu digo a eles que acredito. A maconha provavelmente os ajuda, sim, a sentir-se melhor enquanto a fumam. Também digo a eles, por outro lado, que dispomos de outros medicamentos para tratar a depressão, a ansiedade e a dor; que dispomos de medicamentos mais regulados e com perfis de risco entendidos mais a fundo; que dispomos de medicamentos com concentrações e doses normatizadas. A nicotina, aliás, também funciona como um estimulante que pode melhorar alguns sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), mas nós não recomendamos o tabagismo como tratamento do TDAH. Existem medicamentos melhores para isso também.

O uso recreativo da maconha está deixando de ser tabu em alguns países, inclusive nos Estados Unidos, agora que foi legalizado nos Estados de Washington e do Colorado. Dezesseis outros Estados e o Distrito de Columbia, além disso, descriminalizaram a posse da maconha para uso pessoal.

Eu passei um dos verões na minha faculdade fazendo pesquisa sobre canabinoides e tentando entender os efeitos da maconha sobre o cérebro humano. Sou a primeira em admitir que os canabinoides constituem uma classe promissora de drogas que podem ser usadas em tratamentos. Mas a maconha é apenas isso: uma droga que pode ser usada em tratamentos.

Seu uso recreativo deveria continuar sendo um tabu e aqui vão os porquês:

1) Você sabe se a maconha que você fuma é sintética?

Recebi em atendimento de urgência um paciente com alucinações que me mostrou a sua “maconha”: um monte de folhas enroladas num “beque”. O exame de detecção mostrou, porém, que aquilo era maconha sintética, um maço de ervas misturado com algum produto químico desconhecido. A maconha sintética muitas vezes contém produtos químicos fabricados em laboratório e que têm o mesmo efeito do THC, o ingrediente psicoativo da maconha natural. Mas o produto é frequentemente misturado com sais de banho ou com outras drogas traficadas na rua. Eu nunca sei o que os meus pacientes fumaram de fato, o que torna difícil tratá-los.

2) Qual é a concentração de THC que existe nesse bolinho?

Em férias recentes, meu filho de 4 anos quis um bolinho que estavam vendendo na praia. O vendedor me olhou diretamente nos olhos e balançou a cabeça. Eu entendi o que ele queria dizer. Os bolinhos de maconha se tornaram comuns hoje em dia. O problema é que você simplesmente não sabe qual é a concentração de THC usada na receita. Alguns contêm concentrações muito mais altas do que um cigarro de maconha. E quanta gente se contenta comendo apenas um bolinho? O resultado de não se saber o nível de THC consumido pode ser um dos muitos casos de overdose relatados por médicos como o Dr. Dan Hehir, do Telluride Medical Center, no Estado do Colorado, para citar apenas um exemplo que eu conheço.

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DrogasFilhosSaúdeVíciosVida

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