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Dizer não a qualquer forma de discriminação, pede Papa Francisco

Pope Francis receives the “match for peace” trophy – pt

© VINCENZO PINTO / AFP

CITE DU VATICAN, Vatican City : Pope Francis receives the "match for peace" trophy as he arrives in Paul VI hall at the Vatican on September 1, 2014 to meet organizers, players and guests of the inter religious "match for peace" football game, to be played tonight at Rome's Olympic Stadium. AFP PHOTO / Vincenzo PINTO

Vatican News - publicado em 02/09/14

Em encontro com jogadores de futebol, Francisco afirma que as religiões são chamadas a ser veículo de paz e nunca de ódio

O Papa Francisco enviou ontem (01) uma mensagem aos participantes da “Partida Inter-religiosa pela Paz”, jogada no Estádio Olímpico de Roma.

Minutos antes do início, foi projetado um vídeo em que, em castelhano, o Papa expressou sua alegria “ao ver tantas pessoas reunidas para celebrar esta partida tão simbólica, que ressalta a união dos times, a união dos que participam como espectadores e o desejo comum de paz”. 

“O evento esportivo de hoje é um gesto simbólico para fazer compreender que é possível construir a cultura do encontro e um mundo de paz em que fiéis de diferentes religiões, mantendo sua identidade, convivam em harmonia e em mútuo respeito”, prosseguiu Francisco. 

Bergoglio saudou a iniciativa da instituição educacional Scholas Occurrentes, uma das organizadoras do evento, cujos membros plantaram no estádio uma oliveira doada pelo próprio Pontífice como "símbolo de paz". 

O Papa argentino se despediu pedindo desculpas por ter-se expressado em sua língua materna: “Peço desculpas por falar em castelhano, mas é o idioma do meu coração, e hoje quero lhes falar de coração”. 

Antes do jogo, o Papa recebeu os jogadores no Vaticano. Disse a eles que “as pessoas, especialmente os jovens, olham com admiração para as vossas capacidades atléticas. É importante dar um bom exemplo, quer no campo, quer fora dele. Nas competições esportivas, vocês são chamados a mostrar que o esporte é alegria de viver, jogo, festa e como tal deve ser valorizado mediante a recuperação da sua gratuidade, da sua capacidade de estreitar vínculos de amizade e abertura de uns aos outros”.

O Papa salientou aos jogadores, que com os comportamentos cotidianos, “carregados de fé e de espiritualidade, de humanidade e de altruísmo”, eles podem favorecer ideais de “pacífica convivência civil e social, para a edificação de uma civilização fundada no amor, na solidariedade e na paz. E esta é a cultura do encontro”. É preciso fortalecer a consciência “da necessidade de empenhar-se para que o esporte contribua” a uma “pacífica existência de todos os povos, excluindo toda discriminação de raça, de língua e de religião”.

“Vocês sabem que discriminar pode ser sinônimo de ‘desprezar’. A discriminação é um desprezo e vocês, com esta partida de hoje, dirão ‘não’ a qualquer forma de discriminação. As religiões, em particular, são chamadas a ser veículo de paz e nunca de ódio, porque em nome de Deus se deve levar sempre e somente o amor. Religiões e esporte, entendidos neste modo autêntico, possam, colaborar e oferecer a toda a sociedade sinais eloqüentes daquela nova era em que os povos ‘não levantarão a espada um contra o outro’”.

O jogo começou às 20h45, no horário de Roma, com os times treinados pelo atual técnico argentino, Gerardo Tata Martino, e o selecionador do Arsenal, o francês Arsene Wenger, e capitaneados por Zanetti e Gianluigi Buffon.

No final, a equipe Scholas Occurrentes perdeu para o Pupi, fundação criada pelo ex-lateral-esquerdo argentino Javier Zanetti, por 6 a 3.

(Com Rádio Vaticano)

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