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Jihadistas sequestram dezenas de pessoas no norte do Iraque

<p>Soldados iraquianos comemoram a libertação da aldeia de Sulaiman Bek, localizada entre a capital Bagdá e Kirkuk, das mãos do Estado Islâmico, em 1º de setembro de 2014.</p>

Agências de Notícias - publicado em 05/09/14

O EI transformou algumas áreas do Iraque em campos da morte, dentro de sua campanha brutal para apagar qualquer traço de não-árabes e muçulmanos não sunitas

Os jihadistas do Estado Islâmico (EI) sequestraram nesta quinta-feira dezenas de pessoas em uma aldeia do norte do Iraque, onde os habitantes haviam queimado uma bandeira do grupo e incendiado um de seus postos militares, anunciou a polícia.

Os jihadistas, que abandonaram a aldeia de Tal Ali, na província de Kirkuk, voltaram com reforço e sequestraram inúmeros habitantes, informou a fonte.

O EI já realizou sequestros em massa no Iraque, onde assumiu o controle de vastas áreas do território depois de uma violenta ofensiva iniciada em 9 de junho no norte de Bagdá.

Um relatório da Anistia Internacional afirmou esta semana que o EI realiza "uma campanha sistemática de limpeza étnica" no norte do Iraque, com execuções em massa.

Citando testemunhos "horríveis" de sobreviventes, a Anistia acusa os jihadistas de cometerem "crimes de guerra, sobretudo, execuções sumárias em massa e sequestros", visando "sistematicamente" às minorias do norte iraquiano. Segundo a organização, os principais alvos têm sido os cristãos, turcomanos xiitas e os yazidis.

Em 25 de agosto, a alta comissária da ONU de Direitos Humanos, Navi Pillay, já havia acusado os jihadistas de fazer uma "limpeza étnica e religiosa" no norte do Iraque.

No relatório intitulado "Limpeza étnica de proporções históricas", a Anistia diz ter "provas" de que chacinas aconteceram em agosto na região de Sinjar, onde viviam muitos yazidis, uma minoria curda não muçulmana.

Segundo testemunhas, dezenas de homens e de jovens foram amontoados em picapes e, depois, executados fora dos povoados.

"O EI transformou as zonas rurais de Sinjar em campos da morte (…) dentro de sua campanha brutal para apagar qualquer traço de não-árabes e muçulmanos não sunitas", denunciou a Anistia.

Segundo a ONG, dois dos ataques mais letais foram em 3 e 5 de agosto nas cidades de Qiniyeh e Kocho. São "centenas" de vítimas. Salem, um dos sobreviventes, contou que ficou escondido por 12 dias até poder fugir. Já Said disse ter sido atingido por cinco balas, por pouco não escapando da morte. Ele perdeu sete irmãos.

"Centenas, talvez milhares" de mulheres e crianças da minoria yazidi também foram sequestradas pelo EI, advertiu a Anistia, acrescentando que "milhares" de pessoas fugiram, aterrorizadas.

(AFP)

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