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Por que a Igreja precisa das mulheres?

Silhouette of the woman standing at the beach – pt

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La Nuova Bussola - publicado em 06/09/14

Uma Igreja sem as mulheres é como um Colégio apostólico sem Maria

O papel das mulheres na Igreja é um tema muito debatido. O Papa Francisco repetiu várias vezes: é necessário encontrar “novos espaços e responsabilidades” para o “gênero” feminino. Nesta linha se deve colocar a medida papal que prevê o aumento do número de mulheres na Comissão Teológica Internacional. Assim revelou o cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ao L’Osservatore Romano. Os “novos espaços”, porém, não são uma imitação do modelo masculino, nem podem ser entendidos como grupos feministas. 

O Papa Francisco já esclareceu que o tema do sacerdócio feminino está fora de discussão. Quando a jornalista brasileira Anna Ferreira perguntou sobre este assunto, durante o vôo de retorno da Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, o Papa disse expressamente que em relação à ordenação das mulheres “a Igreja diz: ‘não’. Disse João Paulo II, com uma formulação definitiva”. Na mesma coletiva de imprensa, o Papa Francisco tinha dito que “uma Igreja sem as mulheres é como um Colégio apostólico sem Maria. A tarefa da mulher na Igreja não é somente a maternidade, a mãe de família, mas é mais forte: é o ícone da Virgem; aquela que ajuda a Igreja a crescer”. 

As 26 mulheres, amantes de padres, que no últimos mês de maio enviaram uma carta ao Papa, não estão em sintonia com esta indicação papal. É difícil sustentar que o pedido de abolir a tradição latina do celibato sacerdotal possa ter como “modelo” a Virgem Maria. E até o apoio delas ao crescimento da Igreja parece decididamente extravagante. Tem também outra carta que foi enviada ao Papa por algumas mulheres espanholas que são mães, irmãs e colaboradoras de sacerdotes. A carta, datada de 19 de junho de 2014, foi publicada pelo portal espanhol Infovaticana, onde se pode ler como as mulheres reivindicam firmemente a importância do celibato e da maternidade espiritual a favor dos sacerdotes e da Igreja. “Pelo bem do filho sacerdote e da Igreja, segundo o nosso modelo da Virgem Maria”, escreveram em acordo com as declarações feitas pelo Papa Francisco no avião de retorno do Rio de Janeiro. 

Na carta, as espanholas dizem que a delas é clara, são “discípulas de Cristo crucificado, escândalo e loucura para aqueles que estão no mundo”, e a maternidade delas na Igreja “deve garantir que os nossos filhos e a Igreja não se tornem mundanos”. Escreveram abertamente rebatendo a carta das 26 amantes porque acreditavam firmemente na fecundidade do celibato sacerdotal, a mesma fecundidade do seu ser mulher/mãe na Igreja, para a Igreja. Não reivindicam, amam. Bento XVI, falando de Santa Catarina de Sena, lembrou como tantos queriam ser guiados espiritualmente por ela, “queriam chamá-la por mãe”, porque era capaz de orientar as pessoas a Deus, reforçar a fé e guiar a vida. Também hoje, muitos se lembram de episódios ligados a uma maternidade espiritual: uma freira, uma catequista, um livro, uma professora, maternidade espiritual muitas vezes escondida, mas decisiva.  

A história da Igreja é repleta de exemplos extraordinários de santidade feminina, destaques intelectuais e morais que souberam exercitar uma forte ascendência na vida eclesial e social. Lançaram uma presença indelével. Não reivindicavam, amavam. Que venham os novos nomes femininos à Comissão Teológica Internacional, para renovar o “papel” das mulheres na Igreja, é preciso antes de tudo de filhas, esposas e mães que, graças ao amor a Deus e aos irmãos, saibam reanimar o homem que não encontra paz. Saibamos levantar a Igreja com o gênio de quem ama, humildemente, como a Mãe. Todo o resto: função e responsabilidades, virão por si só. 

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