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Três conselhos para sair do Iraque

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Gelsomino Del Guercio - publicado em 06/09/14

O patriarca caldeu faz um apelo ao Conselho de Segurança da ONU

Três são as linhas que guiam a saída do Iraque, que há mais de um mês é assolado pela ofensiva do Estado Islâmico. Quem as define é o Patriarca dos Caldeus, Louis Raphael I Sako, em uma carta enviada às agências católicas internacionais Asianews e Fides (dia 4 de setembro).

Sako denuncia: governo incapaz

A agressão dos jihadistas do Estado Islâmico provocou o êxodo, de cidade em cidade, na Planície de Nínive, de centenas e milhares de iraquianos, entre os quais cerca de 120 mil cristãos, yazidis e outras minorias; segundo o Patriarca, “manifestou-se uma incapacidade do governo para garantir ordem e respeito perante a lei”. 

Equipe e comissão para os cristãos

Sako convidou os cristãos a criarem uma espécie de “equipe” que enfrenta a crise, recolhendo dados precisos sobre o número e a deslocação das famílias refugiadas, de modo que peçam ao governo o devido ressarcimento dos danos sofridos e da perda das propriedades, com a operação dos jihadistas e daqueles que os apoiavam. Foi proposta também a criação de uma “comissão para a educação”, que verifique o status acadêmico e o número de estudantes deslocados, para depois pedir ao governo do Curdistão hospedagem nas escolas e nas universidades, impedindo assim que percam o ano escolar.

Segurança para os refugiados

O Patriarca sugere também um apelo ao Conselho de Segurança da ONU para o futuro das áreas que caíram sobre o controle do “Califado Islâmico”. A proposta é a realização de “uma força de peace-keeping em colaboração com as forças de seguranças iraquiana e os Peshmerga curdos, com a finalidade de libertar a Planície de Nínive”, e de garantir a segurança aos refugiados ao retornarem a suas cidades nativas, onde viviam há anos. 

Em fuga graças aos sunitas

Multiplicam-se as histórias de cristãos que conseguiram fugir da fúria dos extremistas graças à solidariedade de muçulmanos moderados. Um grupo em Mossul se vestiu de sunita para evitar de ser assassinado pelos jihadistas. “A primeira pessoa que pensamos em pedir ajuda foi ao nosso vizinho, Abu Mahmoud, sunita”, conta ao Adnkronos International (dia 4 de setembro) um cidadão cristão residente no quarteirão de al-Barid. E foi o sunita quem tomou conta de toda a família, pedindo que as mulheres colocassem o niqab para poderem fugir.

Temor de epidemia da lepra

Cada fuga conduz aos campos de refugiados, onde atualmente foram acumulados milhares de cristãos. É nesta enorme extensão de tendas que a situação começa a se tornar crítica. “Temos medo que os problemas sanitários se convertam em epidemia. Já são verificados, de fato, vários casos de lepra”, denunciou o padre Benham Benoka, pároco de Ankawa, subúrbio de maioria católica de Erbil, que nos últimos dias recebeu um telefonema do Papa Francisco. Na última quinta-feira, dia 5 de setembro, o padre Benham contou para a TV2000 a dramática situação que vivem milhares de cristãos no campo dos refugiados em Ankawa.

Tags:
CristãosEstado IslâmicoMundoRefugiados
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