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Como posso aprender a orar constantemente?

© John McStravick
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O cristão não apenas reza: sua vida é oração, o que é bem diferente

Desde a eleição do Papa Francisco, o mundo cristão ouve permanentemente o Papa falando da oração: “Rezem por mim”, “Não se esqueçam de rezar por mim”, “Eu rezo por vocês”. Rezar pela paz, pelos cristãos perseguidos, pelos amigos, pelos inimigos… rezar sempre.
 
O arcebispo de La Plata, Dom Héctor Aguer, refletiu sobre o tema da oração e da oração constante, em seu programa semanal do canal América TV.
 
Ele começou dizendo: “Hoje quero lhes falar de um tema que tem muito a ver conosco e com a espiritualidade cristã”. Ele se referia à oração e ao estado permanente de oração.
 
“Todos nós estamos acostumados a rezar e suponho que vocês e eu rezamos todos os dias – disse o bispo. Mas há algo que talvez não levemos sempre em consideração: nossas orações ocupam um momento, alguns momentos do dia. Além disso, todos nós temos a experiência de distrair-nos muitas vezes; nossa oração é rápida e não deixa uma marca profunda em nosso coração.”
 
O prelado explicou que “São Paulo, em sua primeira carta aos tessalonicenses, dizia que é preciso orar sem cessar, sempre, sem interrupção. Ele disse isso àqueles cristãos, mas também está dizendo isso a nós hoje. Mas como se pode orar sem cessar, continuamente, orar o tempo todo? Como comentamos, costumamos orar durante um tempo, uns mais, outros menos. Nós, os sacerdotes, rezamos a Liturgia das Horas, que santifica diversos momentos do dia, da manhã até a noite. Mas… rezar o tempo todo, como isso é possível?”, perguntou-se.
 
Para responder a esta dificuldade, o prelado citou Santo Agostinho, quem, segundo o bispo, resolvia as coisas assim: “Oramos o tempo todo com o desejo contínuo da fé, da esperança e da caridade. Isso quer dizer que podemos, inclusive enquanto estamos fazendo outras coisas, ter o coração em Deus”.
 
“Isso não é fácil – acrescentou. É fácil falar, mas difícil fazer. Os cristãos do Oriente têm uma fórmula que eles chamam de ‘oração de Jesus’; ela consiste em repetir o tempo todo: ‘Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador’. Com esta frase, estão adorando Jesus, reconhecendo sua divindade e fazendo um ato de contrição, um ato penitencial. Esta breve oração é belíssima.”
 
“Eles dizem – continuou o bispo – que esta oração não é repetida oralmente, mas que a pessoa se acostuma a dizê-la interiormente, sem verbalizá-la; fazendo assim, esta breve oração acaba acompanhando as batidas do coração e se torna o que eles chamam de ‘oração do coração’. Esta é uma espécie de solução prática a esse mandato do Apóstolo de orar sem cessar.”
 
Dom Aguer finalizou sua reflexão recomendando “revisar como é nossa relação com Deus e em que medida nos comunicamos com Ele, dialogamos com Ele, exercitamos e nos apoiamos em uma amizade com Ele”.
 
(Artigo publicado originalmente por AICA)
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