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Por que a Igreja se empenha em defender a família “de sempre”?

© Ermolaev Alexander/SHUTTERSTO CK
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Cada vez mais sozinha, a Igreja não muda de ideia sobre a família. Será que ela está perdendo tempo?

Por que a Igreja se empenha em nadar contra a corrente em uma aparente defesa inútil da chamada “família tradicional”, sem a mais mínima possibilidade de se aproximar da mentalidade do mundo contemporâneo, que cada vez estende de uma maneira mais difusa um novo conceito de família?
 
O que nos impede de aceitar acomodar-nos aos novos tempos e nos faz continuar teimosos em conceber a família como núcleo central de uma sociedade sólida que entenda que só dessa maneira se garante sua sobrevivência no meio do mundo?
 
Só temos uma resposta: a fidelidade ao Evangelho.
 
Mas é importante entender que a família que a Igreja defende não é essa que a cultura chama de “tradicional” (como sinônimo de ancestral), mas aquela constituída por Deus e à qual o próprio Jesus quis pertencer, permanecendo sob a pátria potestade e o desenvolvimento humano que lhe foi proporcionado pelos seus pais.
 
A Igreja defende e promove a família cristã. Não pode fazer menos que isso, pois esta é sua tarefa, sua responsabilidade, sua vocação. Não enfrentamos agressivamente as novas correntes pós-modernas que introduzem novos conceitos de família, que a tornam cada vez menos identificáveis.
 
Nossa tarefa é esclarecer o que foi revelado por Deus desde os evangelhos e que deixou em custódia para que continuemos ensinando a todas as gerações até o fim dos tempos. A família cristã, essa formada pelos cônjuges (homem e mulher) e que tem como cume de sua expressão de amor de doação a geração de filhos; ela é a maior e mais perfeita imagem de Deus sobre a terra. Da mesma maneira como Deus é três sendo um só, também a família é constituída por três e se torna só uma.
 
Não vivemos obcecados em manter-nos à margem da evolução das sociedades, mas nos empenhamos em conservar acesas nossas lâmpadas, para que o mundo não caia na escuridão absoluta. Não somos inimigos do homem moderno, mas defensores da sua dignidade e da sua origem divina. Não propomos um caminho: nós mostramos o Caminho.
 
Não é aleatório nem casual que a Sagrada Escritura traga, em quatro oportunidades, a expressão: “Por isso, o homem deixa seu pai e sua mãe e se une à sua mulher, e os dois formam uma só carne” (Gênesis 2, 24; Efésios 5, 31; Marcos 10, 7; Mateus 19, 5). Nela está o núcleo da vontade de Deus quanto à conformação da pequena comunidade na qual fará presença de salvação.
 
A sacralidade da família é antecedida pelo vínculo indissolúvel da união esponsal, de tal modo que é o próprio Senhor quem condena o adultério como um atentado a tal santidade, unidade e indissolubilidade, já que deforma o rosto de Deus e vai levando as sociedades à decadência.
 
Para tal fim, o Papa Francisco convocou, oito meses após o início do seu pontificado, um sínodo para refletir sobre a família cristã, essa que o Senhor nos mostrou. Não para doutrinar sobre ela – algo que já foi feito de forma abundante –, mas para oferecer-lhe, de maneira mais assertiva, a misericórdia de Deus e a vocação sublime à qual foi chamada.
 
A família que a Igreja defende e promove não tem nada a ver com aquela que a ideologia de gênero tenta impor, nem as novas leis estatais que legislam “a favor” dos direitos das minorias, mas contra a lógica e a razão. A nossa tem identidade definida, missão clara e fundamento firme na rocha que é Jesus.
 
A família não é somente o “grupo primário” de qualquer sociedade, mas também seu coração; e é a materialização da Igreja em sua mais detalhada expressão. Ela está chamada a santificar a pessoa mediante a vida sacramental; a ajudá-la a alcançar a salvação por meio da evangelização e da aceitação de Jesus; a seguir os passos da família de Nazaré.
 
Não maldizemos a escuridão: acendemos a luz. Mas respeitar o outro, dar ao César o que é do César não nos impede de dar a Deus o que é de Deus. Ainda que o Estado, em seu direito de reger para todos de maneira inclusiva, procure respeitar as diferenças e outorgar a cada um o direito que lhe corresponde em seu reconhecimento individual, não pode nos mutilar na tarefa de continuar mostrando a vontade de Deus a todos.
 
Existem, finalmente, dois elementos importantes de que nossa evangelização da família precisa: a oração e o jejum. O que não se consegue mediante a razão, é preciso buscar por meio desses dois meios. Há poderes mundanos que só podem ser vencidos com eles.
 
Não é culpa do homem; no fundo, todos acreditam defender o que é justo e razoável. É obra do espírito do mal, que perverteu tudo para desafiar o Criador.
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