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Por que o jihad fascina as mulheres?

© Public Domain

Gelsomino Del Guercio - publicado em 10/09/14

São cerca de 200 mulheres ocidentais que se encontram nas fileiras do Estado Islâmico

Cresce o número de mulheres que se casam por causa do Jihad. São cerca de 200 mulheres ocidentais que se encontram no exército do Estado Islâmico, disse ao jornal britânico The Guardian Melanie Smith, pesquisadora da King’s College, que segue por meio das redes sociais 21 mulheres britânicas que abraçaram a luta armada na Síria. As francesas viajam em grupo, as britânicas sozinhas. “A idade das novas recrutas está abaixando, a média é de 19-20 anos” (Corriere della Sera, 9 de setembro).

Uma brigada especial

Uma formação inteiramente feminina existe: a brigada Khansaa (nome de um poeta de Maomé), que reúne cerca de sessenta agentes com funções na polícia. Elas têm a tarefa de identificar as mulheres que devem ser punidas por seu comportamento “contrário ao islã”. Segundo as pesquisas da King’s College pelo menos sete britânicas são militares na “brigada moralista”, três em posição de comando.

A estudante que faz guerra no Twitter

A figura chave é Aqsa Mahmood, uma estudante que no Twitter chama as amigas a organizarem ataques: “Se não podem vir ao campo de batalha, façam o campo de batalha em casa”. As adeptas britânicas, além de se ocuparem da casa e dos filhos, organizam boa parte das comunicações e da propaganda pela internet.

Disse que mataria o repórter

Khadija Dare, 22 anos e jihadista londrina, depois da decapitação do jovem jornalista americano, James Foley, jurou por meio do Twitter que queria se tornar a primeira mulher a matar um terrorista “britânico”, ou “americano”. A mesma muçulmana deu uma entrevista no ano passado no canal britânico Channel 4, buscando convencer as muçulmanas radicais da Europa a fazer parte do Estado Islâmico, mudando para a Síria: “Se eu pensasse que o islã fosse uma religião opressiva, teria deixado. Mas na verdade me tornou livre” (Notizie Geopolitiche, 2 de setembro).

As gêmeas recrutadas pela Web

As gêmeas Salma e Zahra Halane, 16 anos, de Manchester, foram recrutadas após ter feito uma busca na internet. O exército de Aleppo, Síria, ligou para os pais contando que as meninas não voltariam mais. O contraterrorismo britânico suspeita que as duas adolescentes foram para a Turquia e depois atravessaram a fronteira com a Síria, antes de irem para Aleppo. A família teria implorado para elas voltarem, mas as duas meninas, fervorosamente islâmicas, teriam dito que não tinham nenhuma intenção de voltar para casa (Tmnews, 16 de julho).

A guerra santa do sexo

Uma outra modalidade para mobilizar os aspirantes do jihadismo é o fenômeno que se chama “jihad al-Nikah”, que poderia ser traduzido com a expressão “guerra santa do sexo”. As mulheres seguem para o Califado se oferecendo como mulheres dos membros do Estado Islâmico, de maneira a levar a eles mais conforto e sustento moral (Rainews, 27 de agosto).

Da Malásia para o conforto sexual

Além da Europa, as novas recrutas chegam também da Austrália, do Oriente Médio e os últimos três casos de mulheres que foram para a Síria, para oferecer seu “conforto sexual”, chegaram da Malásia. Muitas destas mulheres na verdade são obrigadas por suas famílias que, emigrando para os países ocidentais, continuaram a professar o islã nos seus preceitos mais radicais e que sustentam, mesmo a distância, a causa da guerra santa contra os infiéis. 

Uma italiana recrutada

Na Itália, um sinal alarmante chega da investigação sobre “recrutadores do jihadismo”, coordenada pelo Ministério Público de Veneza, que supõe que exista um grupo de pessoas com o trabalho de selecionar extremistas e enviá-los à Síria para combater no Estado Islâmico. Descobriu-se que aqueles que apoiam as milícias não são apenas “fanáticos de barba longa” (Corriere della Sera – edição Veneto, 30 de agosto).

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