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Professo a fé, mas minha namorada não

© Martin Novak/SHUTTERSTOCK

Padre Angelo Bellon, o.p. - publicado em 10/09/14

Minha namorada não crê, mas está disposta a me seguir na fé. Quero casar com ela na Igreja

Questão

Padre, 

Gostaria de lhe pedir um conselho. Convivo há mais de três anos com minha namorada. Eu professo a fé, mas ela não. Antes de me mudar para a cidade onde nos conhecemos, eu era católico praticante. Gostaria de casar com ela na Igreja, porque mesmo com minhas inconstâncias, eu creio. Gostaria que nossos filhos fossem batizados. Ela não, o batismo para ela é um “não” absoluto, ela quer na verdade que eles decidam quando forem grandes. Ela é uma pessoa maravilhosa, compartilhamos dos mesmos valores, com excessão da. Ela não crê, mas tem muitas ideias cristãs. Vem de uma família cristã um pouco sofrida e para ela a palavra “família” soa como algo feio, um lugar escuro onde se escondem “monstros” (assim me disse uma vez).

Conversamos com um sacerdote que nos aconselhou ler a Bíblia, mas não entendemos nada além do sentido literal. Não vamos mais à missa porque ela se cansa, acha chato, e diz que a Igreja fala “bobeiras”, deixando uma função secundária para as mulheres e no modo como são considerados os animais. Além do que o curso de preparação para o matrimônio não nos enriqueceu. 

Perguntamo-nos: mas o Catecismo não é o Evangelho, o Catecismo é uma interpretação humana, ou seja, poderia ser interpretado de outra maneira? Como minha namorada é uma pessoa de mente muito aberta, está até disposta a me seguir no caminho de e ver o que acontece. Eu, porém, não sei o que fazer. 

Resposta do sacerdote

Caro,

1. A é o valor fundamental que ilumina todos os outros valores e os torna preciosos. Você me disse que ela “compartilha de todos os principais valores, exceto a fé”: sim, existe compartilhamento nos valores, mas até a metade. Porque o sentido de tudo é dado pela fé. 

2. É certo que ela sofreu muito e por isso tenho um respeito ainda maior por ela. Mas não posso aceitar a grave afirmação como o julgamento dado sobre a família, que seria o “um lugar escuro onde se escondem ‘monstros’”. Talvez na família dela tenha sido assim. Mas as famílias normais e comuns, aquelas das quais somos provenientes, não são assim. 

3. Você me diz que é um crente não muito constante, enquanto ela não tem nenhuma dúvida. Me disse também que vocês não vão mais à missa porque ela fica entediada e diz que a Igreja fala “bobeiras”. Como se alimenta a fé se não a nutre, não reza, não escuta a Palavra de Deus? Como um corpo se torna são e permanece vivo se não respira, não se nutre, não se move? É a mesma coisa para a fé, sobretudo para aquela fé que não está satisfeita em saber que Deus existe, porque isto até os demônios sabem, é a fé que salva porque é comunhão de vida com o Senhor. 

4. Como sua namorada faz para ter comunhão com o Senhor, para ter uma fé viva, se não se deixa tirar os pecados da consciência, aqueles pecados que, se fato, – mesmo se não pensamos neles – separam-nos de Deus. O pecado é a separação de Deus. Para poder encontrar Deus é necessário fazer um caminho diferente daquele do pecado. Para isso é preciso, antes de tudo, deixar de seguir um percurso (os pecados, pelo menos aqueles graves), que não somente separa, mas distancia sempre mais de Deus.

5. Você me disse que ela fica entediada na missa. Como lembra a Sagrada Escritura, a carne tem desejos contrários aos do Espírito. Os pecados carnais nos tornam insensíveis à prática religiosa e isso antes de tantas outras graves razões, porque antes de tudo marca uma separação de Deus. João Paulo II, quando mencionava a contracepção conjugal, falava do ateísmo prático. No caso de vocês, trata-se de contracepção conjugal, mas também de convivência pré-matrimonial. Isso, de fato, é viver separados de Deus, até mesmo caminhar separados de Deus. Para poder encontrá-Lo, vocês precisam fazer um caminho contrário, a partir da

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CastidadeDeusFamíliaIgrejaNamoroVida
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