Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Quarta-feira 02 Dezembro |
São Cromácio de Aquileia
home iconAtualidade
line break icon

EUA mobilizam aliados contra jihadistas, mas Síria adverte sobre ataques

<p>O secretário de Estado americano, John Kerry</p>

AFP - publicado em 11/09/14

O anúncio de quarta-feira do presidente americano, Barack Obama, de ampliar a ação contra o EI do Iraque para a Síria mudou a dimensão do conflito

O secretário de Estado americano, John Kerry, estava na Arábia Saudita nesta quinta-feira para mobilizar os aliados dos Estados Unidos na região para combater o Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, mas Damasco advertiu sobre ataques sem o seu consentimento.

O anúncio de quarta-feira do presidente americano, Barack Obama, de ampliar a ação contra o EI do Iraque para a Síria mudou a dimensão do conflito.

O Iraque e a oposição síria, principais beneficiários da ajuda americana para combater o grupo sunita extremista responsável por ataques atrozes, celebraram o anúncio de Obama, mas o governo sírio advertiu que uma ação "sem o consentimento do governo sírio seria um ataque à Síria".

"Nosso objetivo é claro: vamos rebaixar e destruir o EI", uma "organização terrorista que não tem outra visão que o massacre de todos os que se opõem a ela", disse Obama em um discurso na quarta-feira à noite, véspera do aniversário dos atentados de 11 de setembro.

"Não hesitarei em atuar contra o EI na Síria e no Iraque", completou.

O presidente americano segue descartando, no entanto, o envio de tropas terrestres.

Washington também reforçará o exército iraquiano e enviará mais ajuda militar aos rebeldes sírios moderados.

Obama anunciou ainda uma "ampla coalizão para aniquilar a ameaça terrorista", principalmente com os sócios dos Estados Unidos no Oriente Médio, cada vez mais preocupados com o avanço do EI, que declarou um "califado" entre a Síria e o Iraque.

Plano em prática

A reunião entre Kerry e seus colegas das monarquias do Golfo (Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã, Catar), Líbano, Egito, Jordânia, Iraque e Turquia em Jidá pretende definir o modo de aplicar o plano americano.

Washington pretende reforçar as bases no Golfo e aumentar os voos de vigilância, segundo uma fonte do Departamento de Estado. A Arábia Saudita será um "elemento chave da coalizão por seu tamanho, peso econômico e alcance religioso com os sunitas", disse.

"A Turquia não participará em nenhuma operação armada, mas se concentrará totalmente nas operações humanitárias", confirmou à AFP uma fonte governamental que pediu anonimato, antes de indicar que Ancara poderia autorizar o uso da base militar de Incirlik para operações logísticas.

Vários países europeus também ofereceram apoio aos Estados Unidos. O presidente francês, François Hollande, viajará na sexta-feira ao Iraque e o país pode participar nos ataques aéreos neste país "se for necessário".

Mas o ministro britânico das Relações Exteriores, Philip Hammond, disse nesta quinta-feira que o Reino Unido "não vai participar em nenhum ataque aéreo na Síria", apesar de não ter descartado a possibilidade de fazer isso no Iraque.

Advertências sobre os ataques

O governo do Iraque elogiou o anúncio de que o governo americano enviará 475 conselheiros militares a mais ao país para formar e ajudar as forças curdas e iraquianas.

Até o momento, Obama havia insistido em virar a página após 10 anos de guerra no Iraque, de onde as tropas americanas saíram em 2011.

Desde 8 de agosto aconteceram mais de 150 ataques aéreos, que foram determinantes para permitir ao exército recuperar territórios controlados pelo EI.

Na Síria, a posição de Washington é mais delicada, pois enfrenta um inimigo comum ao presidente Bashar al-Assad.

A Coalizão Nacional da oposição síria saudou o anúncio e pediu ações contra o governo de Assad, por considerar sua queda uma condição necessária para uma "região estável e sem extremistas".

Mas o ministro sírio da Reconciliação Nacional, Ali Haidar, afirmou que "qualquer ação de qualquer tipo sem o consentimento do governo seria um ataque à Síria".

"É necessário cooperar e coordenar com a Síria e obter seu aval para qualquer ação em seu território, seja militar ou não".

Para a Rússia, "sem uma decisão apropriada do Conselho de Segurança da ONU, uma iniciativa deste tipo constituiria um ato de agressão, uma violação flagrante do direito internacional".

Nesta quinta-feira, os 45 capacetes azuis sequestrados em 28 de agosto nas Colinas de Golã na Síria foram libertados, segundo a ONU.

Tags:
Mundo
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
PERU
Pablo Cesio
Peru: o menino de 6 anos que reza a Deus de j...
Aleteia Brasil
Oração do Advento
SANTUÁRIO DE APARECIDA INTERIOR BASÍLICA
Reportagem local
Suposto surto de covid-19 entre padres do San...
Sintomas da depressão
Reportagem local
8 sintomas físicos da depressão: fique atento...
READING
Gelsomino Del Guercio
3 regras fundamentais para os leitores da mis...
Papa Francisco
Reportagem local
A oração diária de Advento que o Papa Francis...
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia