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Para ser um bom chefe é preciso ser durão?

Syda Productions
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Entenda por que a humildade é um valor muito necessário dentro da empresa

Às vezes se entende erroneamente a firmeza que um gestor precisa ter, como se isso significasse impor-se diante dos outros e nunca mostrar os próprios erros.
 
Um dos primeiros conselhos que recebi do meu chefe, em um dos meus primeiros empregos, foi: "Nesta empresa, todos são como tubarões que querem devorar você: ou você se torna um deles ou eles vão acabar com a sua raça”.
 
O complexo de superioridade pode levar muitos líderes a cair em certo autoritarismo, colocando-se acima dos outros e desqualificando as pessoas ao seu redor. Em contextos de agressividade ou de uma competitividade mal entendida, a humildade se levanta como ar fresco que inunda de autenticidade as relações de trabalho.
 
O testemunho luminoso que o Papa Francisco nos dá evidencia o impacto que a humildade tem para dispor adequadamente a mudança desde o mais profundo. Sendo ele uma das pessoas mais influentes e ocupadas do mundo, seus gestos de simplicidade e proximidade diante de cada pessoa, seja qual for sua origem e condição, são um exemplo a seguir.
 
Em um dos seus discursos, o Papa denunciou alguns ídolos que poderiam ser aplicados ao mundo empresarial: a ambição, o carreirismo, a busca do êxito a todo custo, o egocentrismo, a tendência a se colocar acima de todos, a pretensão de ser os únicos amos da nossa vida.
 
Um exercício que recomendo aos que ocupam cargos de responsabilidade é perguntar às pessoas subordinadas a eles que aspectos da sua gestão elas sugerem que sejam mudadas ou melhoradas, sem medo de escutar críticas nem censurar os que possuam uma visão diferente da sua.
 
Ao promover um diálogo franco e aberto, a liderança se fortalece, pois se fundamenta na verdade e no respeito pela dignidade da pessoa, muito além dos nossos cargos, defeitos ou limitações.
 
Cabe recordar que a humildade não significa ignorar as virtudes nem inventar defeitos. Muito pelo contrário: a humildade significa andar na verdade, ou seja, reconhecer os talentos que possuímos, mas sempre com a certeza de que tais dons nos foram dados gratuitamente por Deus para servir os outros.
 
(Artigo publicado originalmente pelo Centro de Estudios Católicos)