Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Sábado 05 Dezembro |
São Saba
home iconAtualidade
line break icon

Donetsk registra mortes um dia após concessões do governo ao leste da Ucrânia

<p>Soldado ucraniano nos arredores de Donetsk</p>

AFP - publicado em 17/09/14

Seu aeroporto, sob o controle do exército ucraniano, é palco há dias de trocas de tiros de artilharia, apesar do cessar-fogo assinado

Dois civis morreram baleados em Donetsk, no leste da Ucrânia, e os combates prosseguiam nesta quarta-feira nos arredores do aeroporto da cidade, um dia depois de Kiev aprovar conceder mais autonomia e realizar eleições nas regiões separatistas pró-Rússia.

"Duas pessoas civis morreram e três ficaram feridas", indicou nesta quarta-feira a prefeitura do reduto separatista de Donetsk.

Seu aeroporto, sob o controle do exército ucraniano, é palco há dias de trocas de tiros de artilharia, apesar do cessar-fogo assinado entre Kiev e os insurgentes pró-russos no dia 5 de setembro em Minsk.

Segundo um balanço da AFP baseado em números oficiais do exército e das autoridades locais, as duas novas vítimas elevam a 30 o balanço de mortos – 14 civis e 16 militares – desde a entrada em vigor do acordo.

Neste contexto, os deputados ucranianos adotaram na terça-feira um projeto de lei para conceder um status especial às regiões dos redutos separatistas de Donetsk e Lugansk, a realização de eleições no dia 7 de dezembro, e uma lei de anistia com condições para os combatentes.

Estes textos, adotados no mesmo dia em que os Parlamentos ucraniano e europeu ratificaram o Acordo de Associação entre Kiev e a UE – o que afasta ainda mais a Ucrânia da esfera de Moscou – são vistos como um gesto de abertura do presidente ucraniano, Petro Poroshenko.

Além disso, formam parte das condições do acordo de cessar-fogo assinado para colocar fim a um conflito que deixou quase 2.900 mortos e mais de meio milhão de deslocados em cinco meses.

A União Europeia (UE) considerou nesta quarta-feira que a anistia aos combatentes pró-russos e a lei que concede o status especial a Donetsk e Lugansk são passos importantes para uma solução política.

"A anistia e o status especial são passos importantes para encontrar uma solução política duradoura", indicou Maja Kojicancic, porta-voz do serviço diplomático do bloco.

"Nosso ponto de vista é que a Ucrânia cumpriu com seus compromissos do plano de paz", acrescentou.

Em um comunicado enviado pelos serviço diplomático da UE posteriormente, um porta-voz informou que a UE "está à espera de que a Rússia e os separatistas implementem em breve os pontos pendentes do acordo de Minsk, em particular a retirada da Ucrânia dos grupos armados ilegais, do equipamento militar e dos combatentes e mercenários".

Rejeição à eleição

O primeiro-ministro da autoproclamada República Popular de Donetsk, Alexandre Zajarshenko, disse nesta quarta-feira que os separatistas pró-russos rejeitam que as autoridades ucranianas organizem eleições antecipadas na região do Donbass.

"Temos nosso próprio conselho supremo e decidiremos quais eleições organizar e em que data", afirmou, segundo a agência russa Interfax.

Por sua vez, o líder separatista de Lugansk Alexei Karyakin declarou à agência Itar-Tass que as medidas de Kiev eram "um passo na direção certa".

Kiev prevê estabelecer um governo autônomo provisório de três anos a partir da adoção do texto e a realização de eleições em nível "de distritos, conselhos municipais e conselhos locais" nas regiões de Donetsk e Lugansk.

O Estado também garante a utilização do russo no setor público, para relaxar os temores dos habitantes ocais, principalmente de língua russa, de que fossem proibidos de usar essa língua.

Em Kiev, que se encontra em pleno período pré-eleitoral para as legislativas de 26 de outubro, alguns partidos políticos analisam a situação com pessimismo.

A ex-primeira-ministra Yulia Timochenko advertiu que o leste da Ucrânia cairá "sob o controle total do Exército russo e dos terroristas financiados, apoiados e enviados à Ucrânia por ordem de Vladimir Putin", o presidente russo.

Já Oleg Tyagnybok, líder do partido nacionalista Svoboda, classificou esta oferta de maior autonomia de "capitulação (de Kiev) na guerra russo-ucraniana".

A Rússia, acusada por Kiev e pela Rússia de fornecer armas e tropas aos separatistas do leste, não reagiu até o momento à decisão do Parlamento ucraniano.

Tags:
Mundo
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
HUG
Dolors Massot
Médico abraça paciente com Covid-19 que chora...
PADRE NO ALTAR DA MISSA
Reportagem local
Missa de Crisma é interrompida por policiais ...
Missa de Crisma
Reportagem local
Arcebispo detona interrupção de Missa: "Ocorr...
BOKO HARAM NIGÉRIA
Francisco Vêneto
Terroristas islâmicos degolam mais de 100 pes...
Bispo brasileiro Dom Antônio Carlos Rossi Keller
Reportagem local
Mais um bispo brasileiro detona: "Autoridades...
Aleteia Brasil
Oração do Advento
No colo de Maria
Como rezar o terço? Um guia ilustrado
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia