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Papa Francisco telefona para mãe de mergulhador falecido em acidente

© Sabrina Fusco / ALETEIA
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A mulher foi buscar consolo em uma audiência do Papa e lhe entregou uma carta enquanto ele passava de papamóvel na frente dela

Desde o início do seu pontificado, em março de 2013, o Papa Francisco surpreendeu muitos fiéis que lhe escreviam pedindo conselho, ao telefonar para eles.
 
Um dos casos mais recentes é o de Anna Bagori, uma mãe italiana que recebeu o consolo do Santo Padre após a morte acidental do seu filho.
 
“Ele me disse que naquela noite – e durante as semanas seguintes – rezaria pelo meu filho Andrea”, explicou Anna em 10 de setembro ao jornal italiano Il Secolo XIX.
 
Anna, natural de Vezzola (Itália), recebeu uma primeira ligação. Ela respondeu: “Estou chegando” e desligou o telefone, pensando que quem ligava era uma colega de trabalho.
 
Depois o telefone tocou novamente. “Oi! Anna Bagori?”. A voz inconfundível do Papa Francisco do outro lado da linha a deixou quase sem respiração. Com dificuldade, Anna conseguiu responder: “Sim, sou eu…”.
 
Anna não imaginava que uma carta escrita em seu momento de maior desespero poderia chegar tão longe.
 
Em 31 de julho de 2013, seu filho Andrea Nobile, um jovem apaixonado por mergulho, morreu enquanto praticava sue hobbie perto do porto de Gênova.
 
Após sua perda, Anna não consegui encontrar paz, e buscou consolo em uma audiência pública do Papa Francisco, no Vaticano, em outubro do ano passado.
 
“Eu tinha levado um envelope com as fotografias de Andrea e uma carta para o Papa Francisco, e a entreguei quando o papamóvel passou na nossa frente. Foi um dos guarda-costas do Papa quem me sugeriu que anotasse o número do meu telefone no envelope. ‘Às vezes, o Pontífice telefona’, ele me disse.”
 
Em janeiro de 2014, Anna recebeu do Papa uma resposta por escrito, com data de 17 de dezembro. “As palavras da carta acalmaram minha dor e me deram forças para recomeçar – recorda. Dentro do envelope, o Papa também me enviou um presente: um terço de cor branca.”
 
A relação de amizade continuou, e Ana respondeu ao Pontífice com 30 roas brancas e uma carta por ocasião da Páscoa. “Eu queria agradecer-lhe, mas nunca imaginei que ele me ligaria”, concluiu.
 
(Artigo publicado originalmente por Religión en Libertad)
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