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Quer saber o que é a prudência? Aprenda com São José

Eric E Castro

Aleteia Vaticano - publicado em 18/09/14

A pessoa prudente não busca sempre ter a razão, não se precipita, analisa as coisas com objetividade, prevê com inteligência

Uma reflexão do então cardeal Ratzinger referindo-se a São José, esposo de Santa Maria Virgem, nos oferece um esboço do que é a prudência, um desafio que consiste na vigilância interior e no cultivo da capacidade de fazer o bem e tomar decisões concretas, além de nos ajudar a evitar erros dos quais depois nos lamentamos.

Ratzinger indicava São José como modelo de prudência, todo o contrário de quem age de maneira precipitada, guiado por impulsos.

A prudência nos vincula objetivamente à realidade, exigindo um conhecimento da verdade que permite fazer o bem. É uma virtude que conquistamos com o tempo. Daí que o Papa Bento XVI tenha afirmado que a prudência é algo muito diferente da astúcia.

A prudência é uma virtude essencial para a vida cristã. Segundo São Tomás de Aquino, ela é “a virtude mais necessária para a vida humana”, porque é uma faculdade que compromete nossas ações e como nos comportamos.

Ela nos afasta do triunfalismo, bem como do pessimismo, ajudando-nos a aproximar-nos da realidade em busca de diversos fatores ou elementos para agir retamente, tendo como perspectiva a esperança que nos dá a fé na vitória do Senhor e em suas promessas.

Neste contexto, a prudência está intimamente unida à verdade. O homem prudente é aquele que faz da verdade seu principal critério de ação. A prudência exige uma inteligência disciplinada e vigilante, que não se deixa levar por preconceitos; que não julga segundo seus desejos e paixões, mas que sempre busca a verdade, inclusive quando a verdade é incômoda.

Para crescer em prudência, é vital fazê-lo também em humildade. O defeito contrário é a imprudência, que inclui a precipitação, a impulsividade, a inconsideração, a inconstância, em suma, a falta de senhorio sobre as paixões.

A humildade nos ajuda a aceitar que, como afirma David Isaacs, “todos nós temos algum tipo de mania, pequena ou grande, e isso pode influenciar a visão objetiva de cada situação”.

A prudência requer um cultivo constante e paciente. “Trata-se – acrescenta Isaacs – de discernir, de ter critérios, de julgar e decidir. (…) Para conhecer a realidade, em primeiro lugar, é preciso querer conhece-la e reconhecer que não se está em possessão de toda a verdade.”.

E acrescenta: “A pessoa autossuficiente e soberba pode considerar sua própria capacidade de conhecer a verdade tão superior, que não precisa questionar suas próprias avaliações iniciais nem tentar corroborar a informação que pode ter. A atitude que buscamos é aquela que, sem subestimar o valor do próprio julgamento, a pessoa reconhece suas limitações e tenta analisar objetivamente os dados que possui”.

Entre os elementos necessários para a ação prudente encontra-se a docilidade, que é o reconhecimento da nossa ignorância. Joseph Pieper especificava que a docilidade é “saber deixar-se dizer algo”. E criticava firmemente a indisciplina e a mania de “sempre querer ter a razão”, que, no fundo, são formas de opor-se à verdade.

As pessoas prudentes aprendem a cultivar a sagacidade, precisamente a objetividade diante do inesperado. Um antigo ditado afirma que as batalhas vitoriosas têm numerosos generais, enquanto as derrotas, nenhum. É precisamente um bom general quem sabe que os desafios cotidianos superam facilmente os melhores planos.

É impossível adiantar-se a planificar todas as variáveis. A pessoa prudente aprende a confrontar as situações imprevistas com flexibilidade, sagacidade, perspicácia, habilidade e criatividade, o que não pode ser confundido com o relativismo ou a chamada “ética da situação”.

A prudência exige circunspecção, pois vincula princípios e circunstâncias. Como a vida humana se desenvolve mediante diversas situações concretas, é preciso analisá-las e canalizá-las.

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