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Arcebispo de Oklahoma diz que a cidade foi alvo de “forças obscuras”

Tim Sackton
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3.000 pessoas participam da hora santa eucarística em reparação pela missa negra realizada por um grupo satanista

A cidade norte-americana de Oklahoma "foi alvo de forças obscuras", disse o arcebispo dom Paul S. Coakley a um grupo de 1.600 pessoas que participaram ontem, 21 de setembro, da hora santa eucarística em reparação pela missa negra aberta ao público no Centro Cívico da mesma cidade.

Dom Coakley falou ao público algumas horas antes da missa negra, planejada há meses para acontecer no Centro Cívico da cidade. O ritual satânico, uma obscena inversão da missa católica, normalmente usa (e profana) uma hóstia consagrada.

O arcebispo explicou que o encontro vespertino dos católicos faz parte de uma guerra que está sendo travada contra o diabo. Como cristãos, disse ele, "nós sabemos que Cristo venceu Satanás. A guerra foi vencida. Cristo venceu. Mas muitas escaramuças ainda vão continuar até que Cristo volte para reinar para sempre".

A leitura do evangelho de São João falava da instituição da Eucaristia, “um presente insubstituível que não é reconhecido nem mesmo por uma parte dos católicos”, observou dom Coakley.

Mas Satanás o reconhece.

“E isso está no centro desta polêmica, que a nossa cidade, para sua vergonha, está permitindo que aconteça. Muita gente não entende o nosso esforço persistente nem a profundidade da nossa indignação porque não conseguem aceitar o que nós sabemos que é verdade: o maior presente que foi dado para a Santa Igreja”.

O arcebispo lutou durante meses para que a missa negra fosse cancelada, mas as autoridades municipais insistiram na alegação de que a constituição norte-americana as obriga a permitir o uso dos espaços públicos por qualquer pessoa ou grupo, desde que seja em conformidade com a legislação.

Adam Daniels, o organizador do evento satânico, tinha anunciado a posse de uma hóstia consagrada para ser profanada, mas teve que devolvê-la à arquidiocese porque o arcebispo o processou judicialmente. O tribunal reconheceu que Daniels mantinha em posse, indevidamente e mediante fraude, algo que era de propriedade da Igreja.

Durante a hora santa e a procissão eucarística do domingo à tarde, dom Coakley lembrou a todos que os vários bispos, as dezenas de sacerdotes e os cerca de 3.000 leigos "não se reuniram aqui para protestar". Ele exortou os participantes a "deixarem de lado a indignação" e a se concentrarem na "adoração e na escuta de nosso Senhor e na abertura do coração aos sussurros do Espírito Santo".

A hora santa foi realizada na paróquia de São Francisco de Assis, em Oklahoma, em reparação pelos atos de blasfêmia.

Kieran Green, da paróquia de Corpus Christi, também de Oklahoma, participou com a tia e com a avó: "Eu sinto que todos nós fomos chamados hoje para combater o mal com a oração".

Embora a hora santa tenha começado oficialmente às 15h, um silêncio orante permeava o santuário lotado desde as 13h. A partir das 14h, já havia participantes procurando sombra embaixo das árvores e no salão da comunidade paroquial.

Muitos eram da própria arquidiocese, mas outros tinham viajado de outras cidades. A irmã Marie Bernadette, das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, em Wichita, veio com outras religiosas da ordem "para mostrar a nossa unidade com a Igreja e com dom Coakley, que é um sacerdote que veio da nossa diocese de Wichita".

O arcebispo dom Coakley contou com o apoio do bispo dom Edward Slattery, da vizinha diocese de Tulsa, de dom Carl Kemme, bispo da diocese de Wichita, e do arcebispo emérito dom Eusebius Beltran, de Oklahoma, além de muitos sacerdotes e seminaristas e dos Cavaleiros de Colombo.

As orações começaram com a exposição do Santíssimo Sacramento, seguida por um longo período de oração silenciosa, quebrado apenas pelos choros ocasionais dos bebês. Dom Coakley fez uma homilia sobre a importância da Eucaristia: "Nosso Senhor Eucarístico, que é a fonte da unidade e o vínculo da caridade, é o coração da nossa fé".

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