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Muçulmanos britânicos denunciam Estado Islâmico

<p>O presidente americano, Barack Obama, busca o apoio da opinião pública à sua guerra contra o Estado Islâmico</p>

AFP - publicado em 25/09/14

"O EI não representa o Islã ou qualquer muçulmano", diz uma jovem mulher vestindo um véu colorido

Uma associação britânica atraiu a atenção de Barack Obama ao se manifestar contra os abusos cometidos pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI) em um vídeo postado no Youtube, já que o presidente americano busca o apoio da opinião pública à sua guerra contra essa organização.

Criado em 2003, o grupo Active Change Fondation possui sua sede em Londres e trabalha pela desradicalização de jovens, qualquer que seja o extremismo no qual estão mergulhados.

O vídeo de 1 minuto e 19 segundos postado em meados de setembro nas redes sociais e intitulado "Não em meu nome: o EI não representa os muçulmanos britânicos", mostra dez muçulmanos, homens e mulheres, que explicam um após o outro sua rejeição à organização Estado Islâmico.

"O EI não representa o Islã ou qualquer muçulmano", diz uma jovem mulher vestindo um véu colorido.

"Porque eles matam pessoas inocentes", declara um jovem.

"Porque vocês são injustos", acrescenta outro adolescente, falando diretamente aos jihadistas.

"Devemos nos unir e tentar impedir que esse grupo prejudique o Islã e os muçulmanos", retorna a falar a jovem do início do vídeo.

"Porque o seu califado não representa a Ummah (comunidade muçulmana)", diz outra jovem, sem véu.

Desumanidade e desrespeito à mulheres

"Porque o que vocês fazem é desumano", declara um jovem de terno e gravata.

"Porque minha religião defende a tolerância em relação às mulheres e vocês não respeitam as mulheres", conclui a primeira jovem, antes de cada um dos dez aparecer carregando cartazes onde se lê "#Not in my name".

Esta iniciativa, visualizada mais de 190 mil vezes no YouTube, foi elogiada em Nova York pelo presidente Barack Obama.

"Olhem para esses jovens muçulmanos britânicos que respondem à propaganda terrorista lançando a campanha #Not in My name e afirmando que o ‘EI se esconde atrás de um falso Islã", declarou perante as Nações Unidas.

A campanha foi iniciada pelo fundador da associação, Hanif Qadir, que denuncia em um vídeo a ausência de compaixão dos jihadistas do EI. Ele próprio foi seduzido pela propaganda da Al-Qaeda em 2002 como revelou em entrevista à AFP.

Tendo partido para o Afeganistão para se juntar a um grupo ligado à rede de Osama bin Laden, o britânico se desiludiu com a "hipocrisia" dos jihadistas e o "desrespeito" em relação aos civis e aqueles que deveriam ajudar, disse ele. Quanto aos combatentes do atual EI, ele descreve-os como "bárbaros" que "representam apenas a si mesmos".

"A realidade é que o que eles apresentam aqui é muito diferente do que descobrimos ao chegar lá. Eu queria ajudar a atenuar o sofrimento, não queria fazer parte do sofrimento, não queria contribuir para isso. O que vi lá é que as pessoas que queriam ajudar faziam parte do problema", explicou.

Desiludido com essa descoberta, ele imediatamente deixou o Afeganistão e voltou para o Reino Unido, onde fundou um ano depois sua associação que faz parte da Rede Europeia para a desradicalização.

Na periferia nordeste de Londres, sua associação têm instalações ao lado da mesquita local, onde os jovens se reúnem para jogar sinuca e videogame, mas também para discutir sua raiva e a situação no Oriente Médio.

No dia do encontro com a AFP, Quadir foi procurado por um homem que havia sido expulso de casa e cujo filho havia partido para a Síria.

"Sua esposa o expulsou porque ela acreditava que ele não era um bom muçulmano e, uma vez fora de casa, o filho dele ficou vulnerável e (o islamita britânico) Anjem Choudary deve ter ouvido falar sobre o rapaz. Ele fez uma lavagem cerebral no menino que agora está na Síria", contou Qadir, que não esconde sua raiva em relação ao islamita detido na quinta-feira com parte de uma investigação sobre o terrorismo islâmico.

Tags:
Estado Islâmico
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