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Quando uma discussão é construtiva?

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Roberta Sciamplicotti - publicado em 04/10/14

Afrontar os conflitos em família de maneira sudável

“Nunca discutir é impossível, mas é possível fazê-lo sempre com inteligência”. Esta é a frase que inspira o livro de Stephanie Schneider “Quando discutir faz bem” (Editora San Paolo), que ensina como enfrentar as divergências familiares de maneira construtiva.

Discutir, ressalta a autora, quer dizer não ser indiferente e revelar um pensamento bem preciso: “Você é tão importante para mim que me agito. E se eu luto por isso, demonstro que me importo”. 

Discutir é “cansativo”, porque leva a lágrimas, gritos e tensões, coloca à prova as nossas forças; é aconselhado fazê-lo apenas com as pessoas com as quais nos importamos, pois com todos os outros é tempo e esforço desperdiçado.

Do mesmo modo, não é preciso ter expectativas muito altas. “Às vezes existe um único remédio: diminuir o domínio e manter a boca fechada!”. 

Schneider observa que “nos tornamos briguentos quando nos sentimos tratados injustamente, estamos decepcionados ou infelizes, ou temos medo de não sermos mais amados”. 

Por trás de tudo isso, observa, “se esconde um paradoxo: muitas vezes quem começa a briga quer que os outros sejam gentis com ele”. Essa tática, reconhece, “não funciona particularmente bem. Com os elogios provavelmente se chegaria muito antes ao propósito do que com as recriminações. Apesar disso, persistimos a seguir esta discutível estratégia. Por isso memorizei a seguinte frase e escrevi no espelho do nosso banheiro: Quem começa uma briga precisa de mimos! Esta frase não torna mais gentil quem encontro, mas tem o dom de me tranquilizar. Se nesta situação difícil tenho presente aquele que está por trás das agressões dos outros, a minha exigência de combatê-los de repente desaparece. Por vezes o castelo de cartas que construímos durante a discussão desmorona em um flash, assim que paro de discutir e vou ao encontro do outro”. 

Schneider sugere uma comparação entre “um bom pão e uma briga de família”. O que têm em comum? “Para ter algo de bom é preciso deixar repousar todos os dois por um tempo. Apertem o botão ‘pausa’ quando a tensão aumenta. O programa secreto para chegar ao bem-estar de pais e filhos são três palavrinhas: deixe-nos refletir sobre”. 

“Por fim discutimos porque existe um problema e queremos mudar algo. Mas quanto mais nos agitamos, menos provável é que encontraremos uma solução. Muitas pequenas razões de conflitos se resolvem sozinhas deixando passar um pouco o tempo. E os problemas graves? Aqueles permanecerão. Meia hora a mais não pode desfazer os nós críticos que acompanham, desde sempre, a nossa vida”. 

Discutir, sustenta Schneider, é portanto “normal”, mas quando é que se alcança o limite? Segundo ela, quando nos perguntamos: “Esta discussão, no fim das contas, melhora ou piora a minha vida?”.

Discutir, explica, piora a minha vida quando “ficamos com raiva e temos algo a dizer sobre qualquer coisa, mesmo sem saber bem o porquê. Se com isso, por alguma razão, deixamos passar o bom humor, renunciando a passar algumas horas agradáveis, se alguém constantemente é submisso, ou humilhado”, quando a discussão “prejudica a relação com meu marido, ou meus filhos, ao invés de treinar a nossa capacidade de lidar com conflitos, aumenta o problema, sem nos aproximar de uma solução”.

A discussão melhora a vida se “supero finalmente as minhas resistências e enfrento um problema diante do qual fecho sempre os olhos. Me toca e estou escutando alguém, do qual, até aquele momento ignorei os problemas. Os nossos filhos se dão conta de que cenas assim fazem parte da vida e mais cedo ou mais tarde passam. Algumas vezes a paz nos traz a impressão de sermos ainda muito úteis, mostra que na nossa

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Tags:
ConflitosFamíliaFilhosPaternidadeVida
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