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Enfermeira nega pílula do dia seguinte a duas jovens

mujer pildora – pt

© Khosro SHUTTERSTOCK

Mujer con píldora

Gelsomino Del Guercio - publicado em 08/10/14

“Eu fiz porque ia contra os meus valores éticos”, disse Margherita Ulissi

“Eu fiz por motivos de consciência, não religiosos”. Assim Margherita Ulissi, jovem enfermeira do hospital de Voghera, Itália, defendeu sua decisão de impedir duas jovens de vinte anos que buscavam a pílula do dia seguinte (Avvenire, 6 de outubro).

“Também nós, enfermeiras, temos um código ético – ressaltou – e o dever de dialogar se achamos oportuno.” (Sussidiario.net, 6 de outubro).

“Salvei vidas”

Os dois casos, distintos, foram vistos quando a enfermeira estava no seu turno noturno, atendendo na emergência. Nas duas vezes se tratava de jovens que se apresentaram ao hospital pedindo para serem atendidas por um ginecologista, para poder ter a prescrição da pílula do dia seguinte. A enfermeira não as deixou passar. “Eu não as ameacei – explicou a enfermeira – mas busquei convencê-las a renunciar e a salvar, desta forma, vidas” (La Stampa, 6 de outubro). 

Na chegada uma punição?

O Hospital, que está procedendo com extrema prundência, lançou uma investigação interna, mas ainda não está claro qual risco corre a enfermeira: transferência para outra repartição, sanção disciplinar, simples advertência verbal (II Giornale, 6 de outubro).

A cláusula de consciência

Ela continuou a se defender também com os gestores do hospital, apelando a um artigo do código deontológico da categoria, que em caso de conflito ético, conduz a enfermeira a “encontrar a solução através do diálogo”, autorizando-a a aproveitar da “clausula de consciência” para atividade em contraste com os seus valores. Mas o direito de negar aos usuários o acesso ao hospital poderia colocá-la em risco de demissão (La Provincia Pavese, 6 de outubro).

Queda nas vendas

O remédio faz efeito até 72 horas após a relação sexual. Após anos de polêmicas, a pílula do dia seguinte é considerara uma forma de contraceptivo de emergência. Há alguns meses o produtor do remédio afirmou que nos últimos 4 anos houve uma diminuição de 4% nas vendas. 

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AbortoGravidezMulherVirtudes
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