Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Receba diretamente no seu email os artigos da Aleteia.
Cadastrar-se

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Síndrome da Morte Súbita Infantil: finalmente, algumas respostas

Fenstermacher-Photography-CC
Compartilhar

Pesquisas lançam nova luz sobre as causas congênitas de mortes “inexplicáveis” de bebês

Também chamada de “morte do berço” ou “morte súbita infantil”, a Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) é um fenômeno terrível de se encarar e também de se explicar aos pais: por que, afinal, um bebê saudável morreu de repente, em pleno berço, sem qualquer causa aparente? Será que ele partiu suavemente durante o sono? Ou será que teve de lutar para tentar respirar? Essa tragédia poderia ter sido evitada?

Eu nunca tive respostas adequadas para estas perguntas, o que deixava os pais sofrendo em meio à nossa ignorância médica.

Mas agora, finalmente, começamos a ter algumas respostas reais para dar aos pais a respeito da causa da Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

Um estudo publicado pela revista médica "Pediatrics" relata que a maioria das crianças vítimas da SMSL apresentava anormalidades no tronco encefálico. As anomalias, em particular, estavam nos níveis e nos receptores de serotonina, nos receptores GABA e 14-3-3, uma proteína que regula a serotonina. Não é, portanto, apenas o sufocamento o que causa a SMSL. Os bebês vitimados apresentam muitas vezes uma anormalidade do tronco cerebral que os impede de responder adequadamente à falta de oxigênio.

Quando você adormece com um cobertor em cima do rosto, você acorda. Mas o tronco encefálico imaturo de alguns bebês não reconhece corretamente esses episódios de falta de oxigênio: assim, os bebês não acordam nem se mexem instintivamente e, por isso, acabam morrendo.
 
Ainda não sabemos dizer quais são os bebês que apresentam essas anormalidades do tronco cerebral. Não existe hoje um diagnóstico que detecte o risco de SMSL. A Dra. Hannah Kinney, autora deste e de muitos outros estudos sobre a SMSL, espera desenvolver futuramente um teste adequado, mas, por agora, o que se recomenda é evitar a SMSL mediante algumas precauções específicas, como manter os bebês em ambientes de sono seguro, colocando-os para dormir deitados com as costas para baixo (e não de barriga para baixo) e longe de quaisquer objetos que provoquem risco de asfixia. Em suas conclusões, a Dra. Kinny enfatiza a necessidade das práticas do sono seguro para os bebês.

Há três regras que nos ajudam a manter os nossos bebês seguros enquanto dormem:

1 – Os bebês devem dormir sozinhos,

2 – deitados com as costas para baixo (ou seja, de barriga para cima),

3 – e em um berço adequado.

Essas três regras, no entanto, ainda são motivo de controvérsia, especialmente entre as mães lactantes que desejam compartilhar a cama com seu bebê. Acontece que compartilhar a cama com o bebê aumenta o risco de sufocamento infantil. A grande maioria dos pediatras concorda que o lugar mais seguro para um bebê dormir é, sim, o mesmo quarto em que fica a mãe, mas não a mesma cama.
 
Os doutores Sears, McKenna e Burke são renomados pediatras norte-americanos que defendem a partilha da cama, indo contra as pesquisas que mostram que os bebês que dormem junto com adultos sofrem mais risco de SMSL. Eu reconheço os esforços deles para incentivar os vínculos entre mães e filhos e o aleitamento materno, mas acho que as estatísticas de óbitos de bebês falam por si. Para dar um exemplo, 57 crianças morreram em 2011 só no Estado norte-americano do Missouri enquanto compartilhavam a cama com um dos pais, conforme dados do programa estadual Child Fatality Review. O risco da morte súbita durante o sono aumenta 15 vezes quando um dos pais está dormindo na mesma cama com o bebê. O risco também é alto quando se dorme com o bebê num sofá. Os pais precisam ser especificamente alertados sobre esses riscos.

Quem defende o compartilhamento da cama com o bebê afirma que os seres humanos dividem a cama com seus filhos pequenos desde a mais remota antiguidade. Isso até pode ser verdade, mas as nossas camas são hoje muito mais macias e propensas a causar sufocamento em nossos bebês. Além disso, não temos estatísticas sobre a real quantidade de crianças que morreram na cama dos pais ao longo de toda a história. Não devem ser poucas, infelizmente.

Páginas: 1 2 3

Boletim
Receba Aleteia todo dia
São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.