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Jihadistas enviam reforços para combater curdos em Kobane

<p>Curdos observam fumaça da cidade de Kobane a partir de Mursitpinar, na fronteira entre Turquia e Síria</p>

AFP - publicado em 13/10/14

O grupo Estado Islâmico (EI) enviou neste domingo mais combatentes a Kobane para reforçar sua luta contra os curdos, que fazem uma resistência feroz na cidade síria símbolo mundial da lutra contra os jihadistas.

No Iraque, pelo menos 40 pessoas, em sua maioria ex-soldados das forças curdas que queriam unir-se à luta contra o EI, morreram nas explosões de três carros-bomba perto de edifícios estratégicos de Qara Tapah, cidade sob controle curdo ao nordeste de Bagdá.

O atentado foi reivindicado pelo EI em contas do Twitter associadas ao grupo jihadista. As mensagens afirmaram que os homens-bomba eram originários de Alemanha, Arábia Saudita e Turquia.

Os combatentes curdos das Unidades de Proteção ao Povo (YPG) avançaram cerca de 50 metros neste domingo, em Kobane, em direção ao quartel-geral tomado pelos jihadistas na última sexta-feira – segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Nesta terceira cidade curda da Síria, que faz fronteira com a Turquia, o EI lançou 11 foguetes contra o centro da cidade, ainda segundo o OSDH.

Apesar do tímido avanço dos peshmergas curdos, os jihadistas – mais numerosos e melhor armados – seguem em vantagem e controlam cerca de 40% da cidade, sobretudo a zona leste e os bairros do sul e do oeste.

Mas a defesa feroz das forças curdas obrigou o EI a convocar reforços, procedentes de Raqa e Aleppo, redutos jihadistas do norte da Síria, segundo o OSDH.

– Batalha crucial –

"Enviam inclusive homens que não têm muita experiência de combate", afirmou o diretor da ONG, Rami Abdel Rahman.

"É uma batalha realmente crucial para eles. Se não conseguirem tomar o controle de Kobane, será um duro golpe para sua imagem. Colocaram todo seu peso nesta batalha", completou.

Os defensores de Kobane não podem receber reforços, já que a vizinha Turquia bloqueia a fronteira e impede a passagem dos curdos do país que desejam socorrer os companheiros cercados.

A atitude de Ancara provocou, nos últimos dias, manifestações pró-curdos na Turquia, que terminaram com 34 mortos.

O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, confirmou neste domingo que seu país pretende reforçar as capacidades militares da oposição moderada síria para transformá-la em uma "terceira força" entre o regime de Damasco e os jihadistas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reiterou "a profunda inquietação com a situação dentro e ao redor" de Kobane, onde "milhares de vida estão em perigo".

Ban apelou a todas as partes que trabalhem para impedir o "massacre de civis".

Feyza Abdi, autoridade local de Kobane refugiada na Turquia e em contato com os combatentes, chamou a comunidade internacional a enviar "armas e munições".

Sem esta ajuda, Azad Bekir, um refugiado que atravessou a fronteira com a família há três dias, se mostrou pessimista sobre o futuro dos combates.

"Conversei com meu irmão, que continua em Kobane. Os curdos tentam aguentar, os combates continuam nas ruas. Se continuar assim, sou pessimista, porque os peshmergas (combatentes curdos) precisam de armas e munições. Matam muitos bandidos (jihadistas), mas eles sempre voltam mais numerosos", disse à AFP.

– ‘Tragédia’ –

No Cairo, o secretário americano de Estado, John Kerry, chamou de "tragédia" a situação, mas reforçou que a posição da coalizão a respeito de Kobane "não define sua estratégia global" contra o EI.

"Em última instância, são os iraquianos que deverão recuperar o Iraque", declarou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, país que lidera a coalizão internacional que está lançando ataques aéreos contra o grupo jihadista.

O exército americano informou neste domingo que realizou quatro ataques aéreos na Síria e cinco na Turquia nos últimos dois dias.

Kobane estará no centro dos debates de uma reunião na terça-feira em Washington dos comandantes militares de 21 países da coalizão, que devem fazer um balanço sobre a estratégia contra os jihadistas, que proclamaram um "califado" nos territórios controlados por eles pertencentes ao Iraque e à Síria.

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