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Crise no casamento: quando e como procurar ajuda?

© Photographee.eu/SHUTTERSTOCK

Aleteia Vaticano - publicado em 14/10/14

Nem sempre o casal é capaz de resolver as próprias crises sozinho

Precisamos ser conscientes de que todo casal sempre passa por momentos de tensão, de mal-entendidos, inclusive de mudanças de humor devido à própria pressão da vida moderna.

Mas quando um casal toca com frequência no tema da separação, ou as tensões e desacordos são permanentes e cada vez mais difíceis de lidar, é preciso procurar ajuda profissional. Se, além disso, esta ajuda é buscada a tempo, as dificuldades imediatas poderão ser trabalhadas sem esperar até que os conflitos alcancem dimensões quase incontroláveis.

Procurar ajuda profissional é um sintoma de maturidade no casal, pois significa que os dois são conscientes de que nem sempre é possível resolver as próprias crises sozinhos, e que uma pessoa preparada para isso, e que está do lado de fora, pode ver melhor e de maneira objetiva a origem do conflito. Para que este recurso dê resultado, é importante levar em consideração os aspectos que serão comentados a seguir.

A quem recorrer para receber ajuda profissional?

– Comece conversando com seu guia espiritual, o pároco ou a pessoa encarregada da pastoral familiar na sua paróquia. Eles talvez possam inicialmente saber se um retiro de casais, um encontro matrimonial ou algum programa de oficinas de família poderão ajudá-los.

– Se realmente precisam de um profissional, procurem os centros universitários que ofereçam assessoria ou assistência psicológica a casais Entre os psicólogos, há, além disso, alguns que se especializam em terapia de casal.

– Em muitos casos, começa-se primeiro com uma terapia individual, na qual cada um pode expressar o que sente e trabalhar os próprios conflitos, para depois trabalhar como casal.

Qual é a melhor atitude na terapia de casal?

– O ideal é não chegar à terapia com a ideia fixa da separação, mas abertos a buscar sempre uma oportunidade de melhorar o casamento.

– É de se esperar igualmente que os dois cônjuges possam estar presentes. Às vezes, um dos dois não está seguro de que este seja o melhor caminho ou, pior ainda, não o considera necessário. Outras pessoas rejeitam a terapia porque não têm claro o papel do psicólogo ou terapeuta, ou porque há muitos temores, por ver-se confrontadas em muitos campos.

– Se, apesar de tentar por todos os meios, uma das pessoas se recusa a fazer terapia, a outra pode fazer mesmo assim, porque, se um dos dois consegue trabalhar seus problemas, isso já pode ser uma primeira maneira de conseguir ajuda para o outro. De fato, quando um dos dois se permite ver as coisas a partir de outro ângulo, transmite ao outro uma mensagem positiva, que ajudará não somente a relação, mas pode terminar influenciando a atitude do outro, motivando-o a também procurar ajuda.

– Se a separação já é iminente, a terapia pode ajudá-los a elaborar o luto ou a separação da maneira menos traumática possível, sobretudo se há filhos.

Quando, então, é preciso fazer terapia?

– Quando o ciúme começa a ser insuportável e incontrolável, e se torna em um motivo constante de brigas.

– Quando há infidelidade. Talvez esta seja uma das razões pelas quais é urgente e necessário buscar terapia, devido a todo o dano que isso gera e as implicações emocionais para a pessoa ferida.

– Quando as relações com os outros (família, filhos, amigos) estão interferindo de maneira inadequada no relacionamento do casal.

– Quando os problemas econômicos se tornam um bumerangue permanente de conflitos e incompreensões para o casal.

– Quando a sexualidade é motivo de insatisfação para os dois, por ser rotineira ou por diferenças significativas na expressão sexual. Ou quando é pouco gratificante para um dos dois, seja porque sente que seu cônjuge não o respeita ou não o valoriza em sua identidade sexual.

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Casamentocrise
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