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Papa Paulo VI: trajetória do beato

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Vatican - publicado em 19/10/14

A 10 de Junho de 1969, Paulo VI foi a Genebra para participar na celebração do 50° aniversário da instituição da Organização Internacional do Trabalho. Foi ocasião de uma apologia do trabalho como contribuição para a edificação de uma sociedade melhor e para a renovação do seu testemunho de confiança na organização internacional, como instrumento de defesa e consolidação da paz no mundo.

O sétimo ano de pontificado iniciou-se com o entusiasmo suscitado em todos pela conquista da lua. O Papa que antes, em face de empresas espaciais, já havia manifestado o vivo interesse da Igreja pelas afirmações da ciência, confirmou o seu louvor e o seu augúrio por esta legendária empresa humana que seguira com assídua atenção através da TV. Após alguns meses, o Papa recebeu, em audiência especial, os três cosmonautas.

No Continente Africano

Prepara-se, neste intervalo, mais uma feliz peregrinação apostólica. No mês de Agosto, o Papa foi à África, a Kampala, para encerrar o Simpósio dos Bispos do continente africano, para consagrar 12 novos Bispos autóctones, para honrar os Mártires do Uganda e para conferir o Baptismo e o Crisma a 22 africanos. Se houvera sido possível, o Papa teria ido também à Nigéria, perturbada neste período pela guerra. Entretanto, durante a sua permanência em terras africanas, não deixou de ter importantes colóquios com as partes em litígio, convidando-as à pacificação.

No Outono, deu-se um acontecimento importante para a vida da Igreja: a assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos, convocada por Paulo VI para discutir o tema da colegialidade episcopal. No Natal, mais uma ocasião feliz: a Missa celebrada pelo Papa numa paróquia pobre de Roma, a de Santo Agapito, no bairro prenestino. No entanto, novas sombras sobre o mundo. Do pórtico da Basílica, antes de dar a Bênção aos fiéis no dia de Natal, o Papa, ao insistir sobre as características do humanismo cristão, sente-se mais uma vez obrigado a elevar um premente apelo de paz em favor de, todos os que sofrem por causa dos conflitos na Nigéria, no Vietnam e no Próximo Oriente, "lá onde está Belém e onde, do céu, com a glória de Deus, foi anunciada a paz, no santo dia do nascimento de Cristo Senhor".

Na Primavera, a peregrinação mariana ao Santuário de Bonária. A Semana Santa foi a ocasião para chamar a atenção sobre a Cruz. Novos nomes foram escritos no álbum dos Santos. Num discurso aos artistas, Paulo VI fez votos por que se restabelecia a aliança e a amizade entre a arte moderna e a vida religiosa. O ecumenismo foi enriquecido pelo documento sobre os Matrimónios Mistos e pela demonstração de fraternidade, no amor, do encontro no Vaticano, entre o Papa e o Patriarca Arménio Vasken I. A 29 de Maio, a ocorrência do 50° aniversário da sua Ordenação sacerdotal foi uma feliz oportunidade para aprofundar o carácter peculiar do ministério sacerdotal, já sublinhado diversas outras vezes pelo Santo Padre em discursos precedentes.
São episódios, fragmentos de um quadro que, na sua complexidade, se situam decididamente além da crónica. O ponte de referência constante permanece, contudo, o Concílio cujos frutos põe a Igreja num estado perene de aperfeiçoamento.

Com a coragem da verdade, no sétimo ano de pontificado, o Papa assinalou algumas etapas salientes no caminho pós-conciliar opondo-se a qualquer desvio, mas reforçando, com confiança, toda a actividade seriamente reformadora. Paulo VI continuou a fazer da concretização do Concílio o seu programa. A "tenacidade conciliar que lhe foi reconhecida no discurso do Cardeal Marty, encontra-se ratificada em cada acto do Papa, como igualmente nos seus ensinamentos. O Papa indicou, com clareza, à atenção de todos, "os perigos tanto da indolência como do espírito crítico excessivamente corrosivo e destruidor, mas não deixou de estimular um são optimismo, o que — como disse durante a audiência geral de 4 de Fevereiro — "sabe julgar com franqueza o mal, sem se deixar deprimir por ele, que se esforça por resolver os problemas, procura construir, não demolir; e em cada situação busca os sinais da providência, esperando e orando".

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