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Papa Paulo VI: trajetória do beato

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Vatican - publicado em 19/10/14

Apelo à Paz lançado da Índia

Memorável, no dia 4 de Dezembro, o apelo à Paz procedente da Índia: "Que as Nações cessem a corrida aos armamentos e dediquem, ao contrário, os seus recursos e energias à fraterna assistência aos Países em vias de desenvolvimento. Que cada uma das Nações cultivando "pensamentos de paz e não de aflição" e de guerra, ponha à disposição uma parte, ao menos, das somas destinadas aos armamentos, para se constituir um grande fundo mundial, destinado a socorrer muitas necessidades de alimento, de vestuário, de casa, de curas médicas, que afligem tantos povos! Do pacífico altar do Congresso Eucarístico chegue este nosso angustioso grito a todos os Governos do mundo: Deus os inspire a travarem esta pacífica batalha contra os sofrimentos dos seus irmãos, menos afortunados".
Em uníssono com o Concílio, no quadro do desígnio programático da Ecclesiam suam, outros importantes actos do segundo ano do Pontificado: A exortação aos Membros da Comissão de estudo sobre os problemas da população, da família e da natalidade; a instituição do Secretariado para os Não-Crentes; a Encíclica Mense Maio, como invocação à Virgem para a conclusão do Concílio e para a Paz no mundo. Depois, em 10 de Junho, outra viagem memorável, a Pisa, para o XVII Congresso Eucarístico Nacional Italiano, com um discurso sobre o sentido da fé no nosso tempo: "a fé católica, uma vez mais, apresenta ao mundo a sua oferta impressionante".

A "Mysterium Fidei”

À Eucaristia é também dedicado o primeiro acto importante do terceiro ano do Pontificado de Paulo VI: a EncíclicaMysterium fidei, publicada em 6 de Setembro de 1965. Poucos dias depois, abria-se no Vaticano, a quarta e última Sessão do Concílio Ecuménico, que iria concluir-se em 8 de Dezembro. Pelo seu feliz êxito, na tarde do dia inaugural, o Papa participou na procissão penitencial, transportando a relíquia da Santa Cruz, da Basílica do mesmo nome até São João de Latrão. No dia 26 de Setembro, Paulo VI quis celebrar o seu aniversário, deslocando-se em visita a um acampamento de ciganos, em Pomezia, como testemunho da sua solicitude pelos marginalizados e da sua ânsia de justiça social e de fraternidade.

No dia 4 de Outubro, Paulo VI está na ONU, onde, diante dos Representantes de todos os Povos do mundo lança o apelo que mais vezes, em tantas e tantas ocasiões, ressoará dos seus lábios: "Basta de guerra, basta de guerra!". A sua presença, as suas palavras querem ser, antes de tudo, uma ratificação autorizada da importância dos Organismos internacionais e uma confirmação da confiança da Igreja na obra de quantos se dedicam ao estabelecimento e à consolidação da Paz entre os povos. Repete a exortação de Bombaim para que se destina ao desenvolvimento, ao menos, uma parte dos recursos, até agora postos à disposição da corrida lógica aos armamentos. "Este edifício diz o Papa aos poderosos — assenta não já apenas sobre bases materiais e terrestres — seria um edifício construído sobre areia — mas assenta, antes de tudo, sobre as nossas consciências… O perigo não vem, nem do progresso, nem da ciência: estes, se bem usados, poderão antes resolver muitos dos graves problemas que atormentam a Humanidade. O perigo verdadeiro está no homem, senhor de sempre mais modernos instrumentos, simultaneamente aptos para a ruína e para as mais altas conquistas!".

Entretanto, o Concílio chegava felizmente ao termo. Em 29 do Outubro, no decurso de uma celebração, na Basílica Vaticana, o Papa promulgava três Decretos (sobre os deveres pastorais dos Bispos, sobre a renovação da vida religiosa e sobre a formação sacerdotal), e duas Declarações (sobre a educação cristã e sobre as relações com os Não-Cristãos). "A Igreja — disse Paulo VI na homilia — progride na firmeza da verdade e da fé, e na expansão da justiça e da caridade". Em 8 de Dezembro, a assembleia ecuménica concluía-se solenemente. À sua conta, 168 congregações gerais, dez sessões públicas, dezasseis documentos. No dia 18 de Novembro, foram publicados a Constituição sobre a Divina Revelação e o Decreto sobre o Apostolado dos Leigos; no dia 7 de Dezembro, a Constituição Pastoral sobre a Igreja no Mundo Contemporâneo e três Decretos: sobre a liberdade religiosa, sobre aactividade missionária da Igreja, sobre o ministério e a vida sacerdotal. Ao sublinhar o carácter religioso do Concílio, Paulo VI, no discurso conclusivo dizia: "No rosto de todo o homem se deve reconhecer o Rosto de Cristo, e, neste, o do Pai celeste. Para conhecer a Deus, é indispensável conhecer o homem: Amar o homem para amar a Deus. Este Concílio todo se resume no seu conclusivo significado religioso, como um poderoso convite à humanidade de hoje a reencontrar Deus pela via do amor fraterno". Abria-se, assim, o não fácil tempo do após-Concílio, tão denso de luzes como também de sombras, entre as quais a Igreja continuou, nos últimos anos, a sua profunda renovação, sob a orientação segura de um Papa, que do Concílio e da actuação de quanto ele ordenou, resolveu fazer um dos objectivos qualificantes do seu Pontificado. No dia 3 de Janeiro de 1966, com o "Motu próprio" Finis Concilio, o Papa instituía uma Comissão Central; no dia 10 de Junho, com o "Motu próprio" Munus Apostolicum, prorrogava a "vacatio legis" de alguns Decretos; no dia 15 de Junho, com o "Motu próprio" De Episcoporum muneribus, em execução das actas conciliares, ampliava as faculdades dos Bispos. Daqui em diante, os frutos do Concílio, com maior evidencia que nos meses precedentes, identificam-se com os próprios frutos do pontificado.

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