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Papa Paulo VI: trajetória do beato

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Vatican - publicado em 19/10/14

Na actuação do Concílio

Entretanto o Magistério pontifício sublinha, com particular calor, um dos temas destinados a caracterizá-lo em profundidade: a Paz. Paulo VI, no início de 1966, bate-se por fazer cessar o conflito vietnamita. Dirige-se aos poderosos da Terra, apoia-se sobre as Organizações Internacionais, propõe uma arbitragem, fala "com o coração de quem não tem preferências preconcebidas a seguir, mas só o amor por todos". Insiste sobre a necessidade de "construir a Paz na justiça e na solidariedade operante de todos". No discurso que dirigirá, no dia 24 de Junho, aos Cardeais reunidos no Palácio Apostólico, evocará estes seus passos e fará um quadro completo das iniciativas de paz, sempre mais numerosas e atentas. Na realidade, o terceiro ano de Pontificado de Paulo VI foi aquele em que mais se actuou o empenho de contribuir para sanar as tensões e os contrastes do mundo. São de recordar, a este propósito, além das iniciativas específicas em favor da paz (Vietname, São Domingos, Chipre, conflito indo-paquistanês), as intervenções pela liberdade religiosa (Birmânia, Haiti), a acentuação das relações com o Este europeu (participação espiritual nas celebrações de Czcstochoka, em que Paulo VI teria desejado intervir pessoalmente; colóquio com o Ministro dos Estrangeiros soviético, Gromiko; os acordos com a Jugoslávia); o interesse pelos Países de mais recente independência (em particular, os da África).

Mas o terceiro ano de Pontificado viu também numerosos outros actos de grande importância para a Igreja, como o Motu próprio Romanae urbis, para o novo ordenamento da Diocese de Roma e a solene audiência ao Arcebispo de Canterbury, Dr. Ramsey.

No início do quarto ano, o Papa continuou o seu esforço pela actuação das deliberações do Concílio. No dia 6 de Agosto, Paulo VI, com o Motu próprio Ecclesiae sanctae, publicava, de facto, as normas executivas de quatro Decretos conciliares, dando o impulso necessário a uma série de iniciativas de renovação, relativa, às Conferências Episcopais, à actividade missionária, à vida dos Sacerdote. Eram instituídos, entre outros, os "Conselhos presbiterais". No primeiro aniversário do Concílio, 18 de Dezembro de 1966, no decorrer de uma solene celebração, disse que a fidelidade ao Concílio é uma obrigação, e indicou, com clareza, os dois possíveis erros a evitar no período pós-conciliar: o de "supor que o Concílio representa uma ruptura com a tradição doutrinal e disciplinar, que o precede… como que uma pseudo-libertação de quanto, até ontem, a Igreja ensinou e professou com autoridade"; e o de "desconhecer a imensa riqueza de ensinamentos, a providencial fecundidade renovadora que dela vem". Mas, no mesmo dia, o pensamento do Papa devia tornar ainda ao Extremo Oriente em guerra, para "augurar, pedir, suplicar", para além das possíveis tréguas, "um entendimento honroso e resolutivo do conflito".

À paz, dedicava Paulo VI, no Outono, a Encíclica Christi Matri, datada de 15 de Setembro. Pela paz, no mês de Outubro, havia anunciado orações especiais. A paz consagrara um "Dia", que deveria celebrar-se, uma vez em cada ano.

Pela paz dirigira ainda um comovido apelo ao mundo, no dia 4 de Outubro, aniversário da sua viagem à ONU, durante uma Missa celebrada diante da fachada da Basílica de São Pedro.

Na noite de Natal de 1966, Paulo VI volta a deslocar-se para celebrar a Santa Missa em Florença, a fim de levar a sua ajuda àquele povo, ferido um mês antes por uma desastrosa inundação. "Viemos — disse — para chorar convosco, e, em união, rezar e esperar". "Renascer quer dizer refazer-se a si mesmo, os próprios pensamentos, os próprios objectivos; é isto que o Concílio, antes de quaisquer outras reformas, nos pregou com São Paulo".

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