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Jihadistas lançam novos ataques em Kobane e no Iraque

Explosão na cidade síria de Kobane, vista do vilarejo turco de Mursitpinar

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Os jihadistas do Estado Islâmico (EI) lançaram novos ataques nesta terça-feira na cidade curda de Kobane, na Síria, e em outra no Iraque, também controlada por forças curdas que lutam para conter seu avanço, apesar do apoio internacional.

Em Kobane, a poucos quilômetros da fronteira com a Turquia, vários ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos foram realizados antes do amanhecer em apoio às tropas terrestres curdas, de acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Após a nova ofensiva lançada segunda-feira à noite pelo grupo ultrarradical sunita, combates esporádicos prosseguiam nesta terça-feira no leste da Kobane.

"O EI tenta avançar com força no centro" e no norte da cidade, perto da Turquia, e "houve dois ataques suicidas" na segunda-feira à noite, relatou à AFP um líder de Kobane, Idris Nassen, refugiado na Turquia.

Os combates deixaram 30 mortos nas fileiras dos jihadistas e onze do lado curdo nas últimas 24 horas, de acordo com o OSDH.

Segundo o porta-voz do departamento americano de Defesa, almirante John Kirby, as forças curdas controlam a maior parte de Kobane, após deter o avanço dos jihadistas.

A situação ainda é "frágil", mas as forças curdas – apoiadas pelos Estados Unidos com armas e medicamentos – resistem e os jihadistas estão sendo detidos pelos ataques aéreos da coalizão, explicou o almirante Kirby.

"A situação em Kobane segue sendo frágil, mas estimamos que a maior parte da cidade está sob o controle dos curdos. De qualquer forma, as forças do EI seguem ameaçando" com um importante número de combatentes em alguns setores.

Os jihadistas vêm tentando há vários dias asfixiar Kobane, mais de um mês após o início, em 16 de setembro, de sua ofensiva contra a cidade, que provocou a fuga de mais de 300.000 pessoas. Centenas de pessoas ainda estão presas na localidade.

Enquanto isso, no vizinho Iraque, os jihadistas atacaram a cidade de Qara Tapah, a cerca de 50 km da fronteira iraniana. Cerca de 9.000 pessoas fugiram, segundo uma fonte local.

"Pedimos apoio aéreo da coalizão internacional", declarou um oficial militar do setor.

 

– ‘Ameaças para a região’ –

 

No Iraque, a coalizão realizou seus primeiros ataques contra posições do EI em 8 de agosto, mas, mais de três meses depois, começam a mostrar seus limites frente aos jihadistas que controlam grande parte da província ocidental de Al-Anbar, que faz fronteira com a Síria.

Autoridades americanas e iraquianas reconheceram que uma estratégia puramente aérea não seria suficiente para vencer essa guerra, enfatizando a necessidade de reforçar o exército iraquiano, completamente dominado no início da ofensiva do EI em junho.

Enquanto isso, a coalizão multiplica seus ataques – mais de 140 apenas em Kobane desde o final de setembro – e se apoia nos curdos, que se tornaram seus melhores aliados na luta contra o EI.

Em Teerã, o presidente Hassan Rohani recebeu nesta terça-feira o novo primeiro-ministro iraquiano Haidar al-Abadi para discutir a luta contra a EI.

Os jihadistas são "uma ameaça para a região, e esses grupos terroristas estão tentando criar a divisão entre xiitas e sunitas", declarou Abadi em sua primeira visita ao Irã desde que tomou posse.

Desde junho, Teerã tem fornecido armas aos combatentes curdos e enviou conselheiros militares a Bagdá, mas nega o envio de tropas terrestres.

Ainda em Bagdá, dois atentados com carro-bomba mataram pelo menos 12 pessoas nesta terça-feira em um bairro xiita.

 

– Peshmergas ainda não chegaram em Kobane –

 

A região autônoma do Curdistão iraquiano prometeu enviar homens para Kobane após o aval dado pela Turquia para a passagem dos peshmergas (combatentes curdos) por sua fronteira.

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