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Para OMS, Ebola ainda gera grande preocupação no oeste da África

<p>O vírus Ebola, que já deixou quase 4.900 mortos, principalmente na África Ocidental, continua sendo uma emergência sanitária mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)</p>

AFP - publicado em 24/10/14

Especialistas Ebola se disseram preocupados nesta quinta-feira com a intensificação da epidemia no oeste da África, enquanto o número de infectados se aproxima dos 10.000.

Após uma reunião de emergência sobre a febre hemorrágica, a Organização Mundial da Saúde revelou que a situação nos países mais afetados – Guiné, Libéria e Serra Leoa – "continua muito preocupante".

"Foi uma avaliação unânime do comitê de que a situação se mantém como uma emergência sanitária de preocupação internacional", acrescentou.

No terceiro encontro do tipo desde que a epidemia de Ebola teve início na Guiné, no começo do ano, os especialistas avaliavam novas formas de conter a transmissão da epidemia.

"A ênfase principal deve continuar sendo conter a transmissão do Ebola nos três países mais afetados. Agir é o avanço mais importante para se evitar o contágio internacional", informou a OMS.

A meta é encontrar uma vacina, em um momento em que a epidemia parece avançar.

Em outra reunião realizada nesta quinta-feira, a União Europeia (UE) disponibilizou até € 24,4 milhões para a busca de vacinas e tratamentos.

Os recursos serão liberados rapidamente "a fim de iniciar o trabalho o mais rápido possível", destacou a Comissão Europeia, órgão executivo da UE.

"Estamos em uma corrida contra o tempo no que diz respeito ao Ebola e precisamos responder à situação de emergência e encontrar, ao mesmo tempo, uma resposta de longo prazo", afirmou o presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso.

A porta-voz da OMS, Fadela Chaib, disse no começo da semana que "muita coisa mudou" desde o último encontro dos especialistas, em setembro, com registros de casos na Espanha e nos Estados Unidos.

Número de casos triplicou

Desde então, a taxa de infecção nos países mais afetados quase triplicou, e alguns especialistas alertaram para a possibilidade de as infecções chegarem a 10.000 por semana no começo de dezembro.

Em um sinal de esperança, as primeiras doses da vacina experimental rVSV contra o Ebola chegaram ao Hospital da Universidade de Genebra, procedentes do Canadá, e a OMS revelou que sua meta seria enviar os primeiros suprimentos à África no início do ano que vem.

Mas em campo, a situação permanecia profundamente preocupante. A presidente liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, admitiu que "a transmissão passou a nossa frente", ao anunciar novas medidas de controle nas fronteiras para reduzir a transmissão.

Apesar do quadro negativo, um integrante da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) que trabalha na cidade de Foya (norte), disse à presidente Sirleaf que a cidade pode em breve ser declarada livre do Ebola devido à ausência de registros de casos em três semanas.

A OMS alertou que a magnitude da doença nesse país – até agora o mais afetado – foi subestimada, com a "subnotificação" de casos, principalmente na capital, Monróvia.

Foi na Libéria que se originaram os casos diagnosticados na Nigéria, em julho, e nos Estados Unidos, em setembro. Um novo esquema no aeroporto internacional do país vai relacionar a lista de passageiros com nomes de parentes de vítimas do Ebola para tentar evitar o embarque de pessoas infectadas.

Ajuda africana

A União Africana (UA) anunciou nesta quinta-feira que os países africanos enviarão mais de mil profissionais de saúde para combater o Ebola nos três países mais afetados.

"Vários Estados-membros se comprometeram a enviar equipes de saúde para Libéria, Serra Leoa e Guiné, entre eles a República Democrática do Congo, que mandará mil profissionais divididos em três grupos", afirmou em Freetown, capital de Serra Leoa, Nkosazana Dlamini-Zuma, presidente da Comissão da UA, sem anunciar uma data concreta para o envio.

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