Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Terça-feira 21 Setembro |
home iconEstilo de vida
line break icon

Qual é o melhor modelo de família hoje?

Auremar

Revista Humanitas - publicado em 29/10/14

Que tipo de família responde mais adequadamente aos desafios atuais: autoritária? Passiva? Afetiva? Paternalista?

Que tipo de família é realmente capaz de ser um adequado agente educativo no contexto dos desafios contemporâneos? Podemos identificar alguns modelos preponderantes de família que, por suas características, são estruturalmente inadequados para alcançar o objetivo de uma educação autêntica.

Menciona-se primeiramente a chamada “famíliaafetiva”, que tem como elemento decisivo das relações a dimensão afetiva, fazendo desaparecer a dimensão paterna da autoridade e, por conseguinte, reforçando de maneira desproporcional a figura materna (sentimentalismo materno), em uma oscilação permanente entre a reafirmação incondicional da segurança e o recato afetivo.

Nisso existe o perigo de confundir o amor familiar autêntico com uma emotividade que prejudica a tarefa educativa, encaminhada a promover na outra pessoa, em particular o filho, a maturidade de um indivíduo capaz de amar e trabalhar, de inserir-se na sociedade de construir ele mesmo sua própria família.

A “famíliaautoritária”, característica de um tipo de sociedade já superado, mas ainda presente em certa medida, pode ser descrita como um complexo orgânico de funções entre as quais emerge a vontade de quem está em possessão da autoridade paterna.

A educação aqui concebida como a transmissão de normas que o educando deve aceitar e interiorizar porque provêm da autoridade competente (paternalismo), enquanto a virtude favorecida é sobretudo a obediência, deixando-se de lado a necessidade de uma livre verificação pessoal da proposta que nasce da tradição.

Parece ser igualmente inadequada para a educação a figura da “famíliapassiva”, que se limita a oferecer aos seus membros, sobretudo aos filhos, apenas as necessidades básicas, delegando a outras instituições sociais (especialmente a escola) a tarefa educativa, para cujo desempenho a família se sente incompetente. Espera-se que os filhos escolham seus próprios caminhos e eles ficam à mercê das influências do ambiente.

O testemunho e o risco educativo da família

Diante das insuficiências que estes modelos mostram na atualidade, faz-se necessário o testemunho e a coragem de uma proposta que contribua para a autêntica liberdade dos filhos.

Os pais precisam saber cumprir a promessa de bem que, como fundamento da sua relação de amor e do casamento, se encontra também na origem da vida que transmitiram aos filhos e que, na medida em que estes crescem, apresenta a urgência de respostas adequadas de sentido para seu cumprimento.

Acima de tudo, é necessário recordar que a competência educativa não é de caráter técnico, mas humano; não é feita de metodologias, mas de uma atmosfera. Trata-se apenas de apresentar a própria vida e os motivos que a sustentam, que em particular determinam a relação de amor dos pais, da qual surge também a vida dos filhos.

É uma tarefa simples, mas também especialmente imponente, e só pode ser vivida à sombra de uma paternidade maior, sobre a rocha desse amor do Pai o qual tudo tem sua origem e tudo encontra significado e cumprimento.

É preciso ser conscientes das dificuldades atuais da educação, especialmente na transmissão da fé. Certamente, existe uma dimensão permanente em toda relação educativa e da proposta evangélica, que lhe confere um caráter dramático e ao mesmo tempo fascinante: aponta inevitavelmente à liberdade do outro, chamada a uma decisão.

Nem os pais, nem os educadores, nem os amigos, nem os sacerdotes, nem os catequistas podem substituir a liberdade do jovem ao qual se dirigem. A proposta cristã, longe de evitar ou mascarar este desafio, está chamada, seguindo o exemplo de Jesus com os interlocutores da sua época, a interpelar a liberdade de cada pessoa, buscando-a, despertando-a, provocando-a, talvez sustentando-a, sem pretender jamais substituí-la.

  • 1
  • 2
Tags:
FamíliaSociedadeTestemunho
Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • Aleteia é publicada diariamente em sete idiomas: inglês, francês,  italiano, espanhol, português, polonês e esloveno
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Top 10
1
BEATRIZ
Reportagem local
Mistério do sumiço de uma mulher em Aparecida já dura 9 anos
2
Exorcista padre Gabriele Amorth
Gelsomino Del Guercio
Os assombrosos diálogos entre o diabo e um exorcista do Vaticano
3
Aleteia Brasil
O dia em que os cães farejadores detectaram Alguém vivo no Sacrár...
4
Berthe and Marcel
Lauriane Vofo Kana
O segredo do casal que tem a união mais longa da França
5
Papa Francisco
Francisco Vêneto
Papa reafirma: casamento sacramental é só entre homem e mulher
6
HOLY COMMUNION
Reportagem local
A Santa Missa não pode ser trocada por orações pessoais: sem ela,...
7
Pe. Zezinho
Reportagem local
Pe. Zezinho faz alerta sobre orações de cura e libertação
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia