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Seu marido também reluta em optar pelo planejamento familiar natural?

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Amy Schroeder - publicado em 30/10/14

Veja como eu convenci o meu – apesar da influência cultural, dos conselhos dos amigos e das dúvidas pessoais

Tínhamos dirigido centenas de vezes por aquela mesma avenida, mas nunca com tamanha ansiedade dentro de nós. Ele estava inquieto com uma ideia que eu tinha proposto; uma ideia que ele achava um pouco louca e um tanto irresponsável. Eu estava inquieta porque o rumo da nossa vida e a integridade do nosso iminente casamento seriam decididos naquela próxima hora. Não fazia muitas noites que, durante um jantar, eu tinha abordado mais uma vez aquele assunto: será que o planejamento familiar natural, em vez da contracepção artificial, não era a coisa certa para o nosso casamento? Eu sabia que sim. Ele não estava convencido.

Não foi fácil a conversa. Nem confortável. O assunto provocou certo medo durante um longo período de tempo, e, de vez em quando, mesmo após quatorze anos, ainda provoca. Não é que eu e o meu marido tivéssemos um relacionamento instável, mas, mesmo em nossa estabilidade e na grande unidade com que temos sido abençoados por Deus, o Planejamento Familiar Natural (PFN), adotado em vez dos métodos anticoncepcionais artificiais, sempre foi, em primeiro lugar, um assunto “delicado”. Eu era ingênua a ponto de pensar que todos os católicos entendiam que a contracepção não é compatível com o que Deus pensou para a nossa fertilidade, especialmente para aqueles que, a exemplo do meu marido, foram criados em lares cheios de fé e frequentaram escolas católicas. A minha situação era desconfortável, portanto. Não apenas porque ele questionava o PFN em nosso casamento, mas porque eu percebia que estava em uma ilha minúscula e que o mundo certamente não estava interessado em descobrir por que eu estava lá. O mundo tentava era me convencer de que a contracepção era a resposta para as minhas inquietações relacionadas com o planejamento da nossa família.

A medicina me dizia que os métodos naturais de controle da natalidade se aplicavam a gerações passadas, mas não ao nosso mundo avançado. A sociedade me dizia que, se eu aproveitasse este grande avanço na "liberdade reprodutiva", com certeza ficaria mais feliz.

O movimento pelos direitos das mulheres me dizia que eu precisava lutar pela igualdade dos sexos e que a contracepção me libertaria do fardo dos filhos, deixando-me subir as escadas do sucesso profissional. Se eu quisesse a liberdade e a igualdade, o movimento parecia me dizer que a contracepção era obrigatória. E que, com ela, eu ficaria mais feliz.

Os peritos financeiros me diziam que as crianças são muito caras. Com o custo da educação subindo todo ano, uma boa e completa formação custaria uma fortuna. Mais uma vez, o conselho parecia bem claro: adote a contracepção e seja fiscalmente responsável e livre. E, com isso, você ficará mais feliz.

A mídia laica, que glamouriza o sexo, me dizia que viver é buscar o prazer. Se eu usasse os meios de contracepção, poderia ter a liberdade do prazer sexual no momento em que quisesse. E assim eu certamente ficaria mais feliz.

Meus amigos me diziam que a modernidade inclui de modo “natural” a contracepção. Se eu aceitasse os fatos, com certeza ficaria mais livre. E mais feliz.

Sinceramente, eu tentei me convencer de que alguma dessas motivações era válida para aceitar a contracepção na minha vida. Seria muito mais fácil, sem dúvida. Para começar, eu não continuaria mais nesse debate com o Jimmy. Assim como a maioria das pessoas que eu conhecia, bastaria consultar o médico já no dia seguinte, pedir a pílula e pronto: teríamos uma coisa a menos com a qual nos preocupar. Nós não queríamos, além disso, ter o nosso primeiro filho antes que o meu marido terminasse a pós-graduação e antes de termos uma situação financeira estável. Eu pensei: “Bom, estou vivendo uma vida católica bem sólida… Com certeza, Deus não daria tanta bola assim para a minha desconsideração deste pequeno aspecto da doutrina, até porque todo mundo faz a mesma coisa hoje em dia…”.

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Tags:
CasamentoFilhosSaúde
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