Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Sábado 05 Dezembro |
São Saba
home iconAtualidade
line break icon

Combatentes curdos iraquianos prestes a entrar em cidade síria atacada pelo EI

<p>(29 out) Curdos recebem com festa comboios peshmergas, na cidade turca de Viransehir</p>

AFP - publicado em 31/10/14

Os combatentes curdos iraquianos esperavam nesta quinta-feira na fronteira turca o momento propício para entrar na Síria com o objetivo de ajudar no combate aos jihadistas que sitiam a cidade curda de Kobane, onde uma delegação foi formada para facilitar a passagem.

Com armas pesadas, esses cerca de 150 peshmergas, segundo a imprensa turca, se reuniram em um depósito na cidade turca de Suruç, a 10 km da fronteira síria, sob estreita observação das forças turcas.

Unindo-se a um outro contingente que havia chegado mais cedo de avião do Curdistão iraquiano, cerca de quarenta veículos transportando os peshmergas e armas chegaram ao amanhecer em Suruç.

O comboio foi aclamado por milhares de curdos turcos durante seu percurso, e recebido em Suruç aos gritos de "Kobane será um cemitério" para o grupo Estado Islâmico (EI).

A fim de coordenar sua passagem para Kobane, um grupo de dez combatentes curdos iraquianos entrou nesta quinta-feira pela primeira vez na cidade síria, que está cercada pelos jihadistas há seis semanas.

Bombardeios e ataques

Segundo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), "uma célula de operação conjunta de coordenação será formada em Kobane entre os peshmergas e as YPG" (Unidades de Proteção do Povo), principal milícia curda síria que defende a cidade.

De acordo com a agência de notícias pró-curda Firat, o grupo de peshmergas deverá discutir ainda a passagem de armas com as YPG.

Enquanto isso, a frente norte de Kobane está sendo violentamente atacada pelo EI, que tenta retardar a entrada dos combatentes curdos iraquianos pela fronteira turca nas proximidades, segundo o OSDH.

"O EI atacou violentamente durante a noite a zona fronteiriça de Ain al-Arab (nome árabe de Kobane) com morteiros e artilharia pesada, enquanto lançava um ataque a um bairro do norte da cidade, perto da fronteira com a Turquia", informou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

Os combatentes das YPG "repeliram o ataque", acrescentou, ressaltando que os ataques contra a frente norte haviam sido retomados nesta manhã com a mesma intensidade.

Um dos objetivos dos jihadistas é tomar os bairros do norte de Kobane para bloquear o caminho para a Turquia e isolar a cidade.

De acordo com o OSDH, três ataques aéreos da coalizão atingiram durante o dia vários agrupamentos de membros do EI no leste de Kobane.

As forças curdas sírias resistem desde 16 de setembro em Kobane com a ajuda da coalizão internacional.

‘Violação flagrante’

O general americano da reserva John Allen, que coordena a coalizão internacional que combate os jihadistas, considerou na quarta-feira que os reforços "evitariam" que Kobane caísse em poder dos jihadistas.

Combatentes do Exército Sírio Livre (ESL), maior grupo da oposição moderada ao regime do presidente sírio Bashar al-Assad, já entraram em Kobane, mas as fontes divergem sobre seu número. Em Istambul, o chefe de uma unidade de do ESL falou em "cerca de 400" homens. Outras fontes indicam de 50 a 150 rebeldes sírios na cidade, que se tornou símbolo da resistência ao EI.

Autorizada pela Turquia sob pressão dos Estados Unidos, a passagem desses reforços revoltou Damasco, que denunciou "uma violação flagrante da soberania síria", depois de ter acusado Ancara de apoiar os rebeldes e os jihadistas que querem derrubá-lo.

O conflito sírio começou em março de 2011, quando manifestações pacifistas foram brutalmente reprimidas pelo regime, e se tornou mais complexo com o passar dos anos.

O surgimento do EI em 2013 complicou ainda mais a situação, com os jihadistas lutando ao mesmo tempo contra o regime e os rebeldes "moderados".

O secretário de Defesa dos Estados Unidos reconheceu que a campanha internacional de ataques aéreos contra os extremistas na Síria, principalmente em Kobane, pode beneficiar o regime de Assad. Os comentários de Chuck Hagel podem ser considerados uma crítica velada à estratégia síria do presidente Barack Obama.

Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
HUG
Dolors Massot
Médico abraça paciente com Covid-19 que chora...
PADRE NO ALTAR DA MISSA
Reportagem local
Missa de Crisma é interrompida por policiais ...
Missa de Crisma
Reportagem local
Arcebispo detona interrupção de Missa: "Ocorr...
BOKO HARAM NIGÉRIA
Francisco Vêneto
Terroristas islâmicos degolam mais de 100 pes...
Bispo brasileiro Dom Antônio Carlos Rossi Keller
Reportagem local
Mais um bispo brasileiro detona: "Autoridades...
Aleteia Brasil
Oração do Advento
No colo de Maria
Como rezar o terço? Um guia ilustrado
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia