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Perseguição contra os cristãos: qual é o próximo passo?

AP Photo/Khalil Hamra

Robert McTeigue, SJ - publicado em 31/10/14

São João Paulo II fez um alerta aos norte-americanos em 1976. Saiba qual

Quando você ouve falar em "cristãos perseguidos", o que vem à sua mente?

Você pensa em algum lugar do Oriente Médio? Você pensa em igrejas destruídas, mosteiros pilhados, crianças decapitadas, mulheres vendidas como escravas sexuais, sacerdotes e fiéis sendo obrigados a fugir da própria terra para salvar a vida? Você fica aliviado quando lhe dizem que estas atrocidades são cometidas só por pessoas que "mal interpretaram" a "religião da paz"? Talvez sim. Você encontra pelo menos um “frio conforto” ao ouvir dizer que a perseguição contra os cristãos só acontece em terras distantes, em cidades que quase nem encontramos no mapa, com pessoas cujos nomes não sabemos pronunciar e cujas línguas não falamos? Eu espero que não.

E também espero que ninguém ache que os cristãos aqui no Ocidente não têm inimigos civis, sociais, morais e espirituais altamente motivados a destruí-los. Eu espero que nós não sejamos como os judeus alemães em 1935, que vasculhavam os textos das Leis de Nuremberg em busca de algum trecho que lhes garantisse que as leis antissemitas se aplicavam a qualquer outro grupo de judeus, mas não a eles.

Já faz décadas que o dogmatismo anticristão em geral e o fanatismo anticatólico em particular vêm sendo socialmente aceitáveis. Um agressor pode levar uma vida tranquila e agradável numa cultura popular que vê como “normal” insultar católicos e suas crenças. Mais recentemente, o vasto aparato da burocracia civil, aqui nos Estados Unidos, por exemplo, voltou os seus olhos malignos contra os fiéis cristãos, em especial contra os católicos. Armados com um arsenal de leis, regulamentos e ordens, com um exército de burocratas não eleitos e irresponsáveis​​, apoiados por juízes e tribunais e, em última análise, fortificados por homens com distintivos e armas, os poderes políticos têm se alinhado aos poderes culturais contra os católicos e contra os cristãos como um todo.

Três exemplos atuais, aqui nos EUA:

1. A posição católica pró-vida de um candidato a um cargo público foi vilipendiada em uma recente propaganda política; essa propaganda, fanaticamente grosseira, é inimaginável contra um candidato muçulmano, hindu ou judeu.

2. Em Houston, no Texas, um projeto foi transformado em lei pela primeira prefeita assumidamente lésbica da cidade. A Lei “HERO” [que significa “herói”, em inglês, mas é usada como acrônimo de “Houston Equal Rights Ordinance”, ou Portaria sobre a Igualdade de Direitos em Houston] permitiria, entre outras coisas, que as pessoas usassem os banheiros do sexo oposto. Centenas de igrejas locais reuniram assinaturas pedindo que essa lei fosse submetida a um referendo público. Quando a prefeitura rejeitou a petição, as paróquias entraram com uma ação judicial. Em resposta, a prefeitura resolveu intimidar os párocos exigindo que eles se abstivessem de sermões e correspondências nas quais fizessem referências à homossexualidade, à identidade de gênero, à portaria HERO ou à prefeita. Os padres que descumprissem a lei enfrentariam multas, prisão ou as duas coisas.

3. Em Coeur D’Alene, uma cidade no Estado de Idaho, dois ministros receberam ordens de autoridades da cidade para realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Caso eles se negassem a obedecer, seriam multados e até presos.

Poderíamos dizer a nós mesmos que estes casos são isolados e excepcionais. Mas eu acho que a Liga Católica, que tem publicado relatórios anuais sobre a intolerância anticatólica nos EUA desde 1994, discordaria. Assim como São João Paulo II.

Em 1976, o então cardeal Karol Wojtyla se pronunciou durante um Congresso Eucarístico aqui nos Estados Unidos, em que se comemorava o bicentenário da assinatura da Declaração de Independência do país. Ele disse as seguintes palavras proféticas:

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Tags:
MuçulmanosMundoPerseguiçãoTerrorismo
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