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Bebê doente abandonado no hospital recebe amor inesperado

Nadia and Mario 2 – pt

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Corrado Paolucci - publicado em 08/11/14

“Porque quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá.” Sl 26/27,10

É possível vincular o Salmo 26 (7-14) à história do pequeno Mario.

“Ouve, Senhor, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me. Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, Senhor, buscarei. Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação. Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá. Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos meus inimigos. Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade. Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do Senhor na terra dos viventes. Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor.” (Salmos 26/27, 7-14)

Teve piedade dele

O menino foi abandonado por seus pais ao nascer, pois eles não sentiam que seria possível levar nas costas a grave deficiência da qual ele havia sido afetado. Sendo assim, Mario veio ao mundo sozinho. Sua vida parecia perdida. Mas alguém teve piedade daquele pequeno ser humano. O Senhor não se esqueceu do pequeno e fez aparecer Nadia em sua vida, um verdadeiro anjo da guarda. Ela teve piedade dele, doando a Mario o amor materno que merecia.

Sempre ao seu lado

Nadia Ferrara foi a sua enfermeira no hospital de Grosseto e para ela foi amor à primeira vista. Nadia, 46 anos, escolheu passar seus dias com Mario mesmo quando não estava de turno no hospital: o quis bem e decidiu adotá-lo. Em um ano, por causa da grave deficiência, o menino esteve somente no hospital e em salas operatórias. Mas Nadia não desistiu: “Seus dias passava sozinho porque nós, enfermeiras, tínhamos também outras crianças para cuidar”, conta a enfermeira. “Ele ficava na cadeira com um carrossel anexado acima e, ocasionalmente, movia a mão, ou estava no berço. Seguia para as operações, voltava cheio de tubos e estava sempre sozinho. Eu não conseguia mais ver aquela cena. Quando estava no trabalho, estava com ele, quando estava de folga, ia ao hospital para estar com ele”. 

Amor gratuito

A sua total dedicação por Mario deixou os amigos de Nadia perplexos. Ela o amou com todo coração e decidiu dedicar-se ainda mais a ele. Assim, para poder cuidar o tempo todo de Mario, Nadia decidiu deixar o trabalho e mudar de casa. Escolheu outra casa com jardim onde Mario poderia brincar. A enfermeira levou o pequeno Mario para viajar, para que ele pudesse conhecer o mar, as montanhas, ensinando ao pequeno o afeto e o amor gratuito que cada criança deseja receber.

Testemunho de vida

Em agosto de 2013 a situação de Mario se complicou. “Ficou muito mal. Foi preciso levá-lo ao hospital, onde encontraram um cuidado especial para sua crise. Depois voltamos para casa: após quase toda a vida num hospital, não queria que estivesse ali quando a morte chegasse. Queria que morresse em sua casa”. No dia 26 de janeiro de 2014 o pequeno Mario faleceu. Mas aquilo que o amor incondicional de Nadia testemunhou está vivo ainda hoje.

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