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Atração homossexual indesejada: agora vai ser crime procurar ajuda para reorientá-la?

Daniel Tobias/Wikimedia

Josh Craddock - publicado em 13/11/14

Comissão da ONU decidirá se a chamada “cura gay” é “tortura”

Será que a terapia ou aconselhamento psicoterápico para tentar reorientar a atração indesejada por pessoas do mesmo sexo é um “crime de tortura”? De acordo com a Comissão das Nações Unidas contra a Tortura, em breve poderá ser!

O Centro Nacional pelos Direitos Lésbicos (NCLR, do inglês National Center for Lesbian Rights), dos Estados Unidos, está fazendo lobby em Genebra para conseguir a proibição da chamada “cura gay” em todo o planeta. O NCLR espera que a terapia ou aconselhamento para reorientar a atração indesejada por pessoas do mesmo sexo seja classificado pela Comissão contra a Tortura como "tratamento cruel, desumano ou degradante", com base na Convenção das Nações Unidas sobre a Tortura.

Em meio ao inconcebível sequestro de duas centenas de meninas pelos terroristas do Boko Haram na Nigéria e ao extermínio sistemático de minorias religiosas pelos assassinos fanáticos do Estado Islâmico no Oriente Médio, a porta-voz Samantha Ames, do NCLR, acredita que a busca voluntária de aconselhamento para orientar a própria sexualidade constituiu um cruel atentado contra os direitos humanos.

"A ‘cura gay’ está ferindo o nosso histórico de direitos humanos no país e em todo o mundo e criando uma crise que a ONU pode e deve abordar neste mês de novembro", disse Ames em comunicado. "Persuadir a Comissão contra a Tortura a tratar desta questão no cenário internacional tem o potencial de salvar a vida de inúmeros jovens LGBT nos Estados Unidos e no mundo inteiro".

Samuel Brinton, membro da delegação do NCLR, afirma que o aconselhamento a que ele próprio foi submetido para reorientar a sua atração homossexual foi uma tortura. Como parte de um bloco de queixas sobre o cumprimento de normas internacionais por parte dos Estados Unidos, Brinton fará uma breve apresentação da sua história para a Comissão da ONU contra a Tortura.

Christopher Doyle, no entanto, tem dúvidas sobre a legitimidade destas queixas. Doyle é diretor da International Healing Foundation (Fundação Internacional de Tratamento, ndr). Ele é terapeuta profissional e atende pessoas que procuram ajuda e orientação para lidar com a atração indesejada pelo mesmo sexo.

"O testemunho de Brinton já foi desacreditado", comentou Doyle à Aleteia. "Até o ativista LGBT Wayne Besen declarou que Brinton tem que apresentar detalhes verificáveis para que a sua história de ‘tortura’ seja comprovada. Mas ele não apresentou. O NCLR o está usando (e Brinton é um jovem bastante perturbado)".

"Se o NCLR estivesse mesmo preocupado com abusos cometidos contra jovens homossexuais [no tocante a esse tipo de aconselhamento], apresentaria casos legítimos, comprovados", observa Doyle. "Mas eles não podem apresentar esses casos comprovados porque eles não existem. É preciso aumentar o nível de discernimento para verificar as acusações infundadas dos ativistas gays. Quando há políticas internacionais em jogo, não se pode tratar como se fosse um fato certo uma história contada por um indivíduo que não a comprova".

A pressão do Centro Nacional pelos Direitos Lésbicos conseguiu proibir em 2012, no Estado norte-americano da Califórnia, o aconselhamento para menores de idade interessados em mudar a sua orientação homossexual. O Estado de Nova Jersey adotou a mesma proibição em agosto de 2013.

Em março deste ano, o relator especial da ONU para os casos de tortura, Juan Mendez, apresentou um relatório condenando a terapia para pessoas com atração pelo mesmo sexo e pedindo a proibição da prática em todo o planeta. O relatório comparou esse tipo de procura voluntária de aconselhamento com práticas abomináveis de tortura como o aborto e a esterilização forçados, a mutilação genital feminina e as agressões físicas contra presos políticos.

"Ninguém discordaria que a tortura é algo que devemos impedir", afirma Doyle. "Mas os ativistas gays querem colocar no mesmo nível a tortura e a psicoterapia ética que ajuda as pessoas que voluntariamente procuram ajuda para lidar com a sua atração homossexual. Há uma distância gigantesca entre as duas coisas".

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