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Histórias Inspiradoras
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Somos esposos e queremos lhe contar nossa história

Pope meets young engaged couples 5 – pt

© Sabrina Fusco / ALETEIA

La Opción V - publicado em 17/11/14

Ele queria fazer sexo e ela queria esperar até o casamento

Decidimos compartilhar nossa história com vocês, com o objetivo de motivá-los no difícil caminho da castidade com a convicção – e com nosso testemunho – de que este é o rumo certo para encontrar o verdadeiro amor em suas vidas.

Esposo:

Sou alemão e conheci minha esposa na Espanha há mais de 6 anos. Minha vida, antes de conhecê-la, era como a da maioria dos jovens da minha idade e do meu país, onde é completamente normal levar garotas para a casa dos pais (quando ainda se mora com eles) para passar a noite ou o final de semana.

Meus pais montaram um quarto para mim no porão, para que eu tivesse privacidade total e comodidade suficiente para convidar amigos e amigas quando quisesse.

Tive minha primeira namorada aos 16 anos. Fazia sexo regularmente com ela, como quase todos os garotos da minha idade. Não fazer seria algo estranho, anormal. Nunca me questionei sobre as consequências de fazer sexo ou não no namoro. Era algo simplesmente “normal”.

Aos 25 anos, fui morar com uma garota pouco tempo após conhecê-la, e a convivência fez com que tudo acabasse em apenas 6 meses. Depois dessa experiência, ficou claro para mim que, sem amor verdadeiro, não é possível lidar com as diferenças.

Nunca tive relacionamentos muito longos. Sempre estava insatisfeito, até que conheci minha atual esposa, quando eu tinha 26 anos. Estudávamos juntos e sua alegria chamava minha atenção.

Ela parecia sempre feliz e eu gostava de ver como ela dançava, como sorria. Estávamos em salas diferentes e, naquele então, eu não falava espanhol, então, não entendia o significado do apelido que lhe tinham dado. Seus amigos a chamavam de “freirinha”, então eu também a chamava assim, sem imaginar que ela era realmente uma pessoa de fé.

Começamos a sair e, pouco tempo depois, eu lhe propus o namoro, e então ela me disse que acreditava na virgindade e que, se começássemos um relacionamento formal, não haveria nada de sexo entre nós. Ao ouvir isso, fiquei em choque por alguns instantes, não entendia o que ela estava me dizendo, mas sabia que ela era uma pessoa especial e, com isso, fiquei ainda mais apaixonado. Eu disse que iria respeitá-la e, como bom alemão, cumpri minha palavra!

Seis meses depois, conversamos sobre casamento e, com 10 meses de namoro, ficamos noivos; com um ano de namoro, nós nos casamos pelo civil e, com 15 meses, pela Igreja. Eu sabia que não voltaria a encontrar uma mulher assim e não poderia deixá-la partir, já que nossas nacionalidades eram diferentes.

Mas, nesses 15 meses, também percorri um caminho de fé. Pude conhecer Deus, entender quão presente Ele estava na minha vida, quanto precisava dele, e comecei a conhecer-me melhor também, a questionar-me sobre o que realmente queria na vida. Este processo continuou e, há dois anos e meio, tornei-me católico, porque antes era luterano.

Esposa:

Nasci no Peru. Eu era uma garota como qualquer outra. Aos 15 anos, comecei a fazer trabalho voluntário com crianças em bairros pobres e foi assim que comecei a viver uma vida de fé. Pouco tempo depois, tive inquietude vocacional e, para a surpresa da minha família e amigos, após terminar meus estudos universitários, fui fazer uma experiência em uma comunidade religiosa.

Após alguns anos e, em discernimento com minhas conselheiras espirituais, descobri que minha vocação não era a vida consagrada, e que Deus havia me escolhido para uma vida fascinante no casamento.

Aos 30 anos, viajei para a Espanha para fazer mestrado e foi lá que conheci meu esposo. Quando começamos a sair, eu tinha muitas dúvidas; não sabia se nosso relacionamento ia funcionar, porque ele era europeu, éramos de religiões diferentes e, além de tudo, ele era mais novo que eu.


Lembro-me que, quando ele me propôs um relacionamento formal, criei coragem e lhe disse que, se continuássemos juntos, não teríamos relações sexuais, para que nenhum mel adoçasse nosso namoro e, assim, pudéssemos vê-lo tal como ele é. Ele abriu arregalou tanto os olhos, que pensei que tudo ia acabar ali mesmo! No entanto, ele me disse que me respeitaria e que não tentaria me seduzir.

Quando nossos amigos ficaram sabendo da minha opção pela virgindade, ficaram me dizendo que “era importante conhecê-lo no âmbito sexual”, que eu precisaria saber “se ele era generoso ou não”, mas eu respondi: “Existe maior prova de generosidade do que renunciar a fazer sexo, quando, para ele, isso seria o normal?”.

Nas viagens em grupo, eu tentava montar quartos separados para homens e mulheres, mas meus amigos não deixavam, pois queriam dormir em casais. No entanto, eram pessoas maduras e não riam das minhas propostas.

Nem sempre foi fácil manter os limites. Havíamos feito uma opção, mas mesmo assim havia momentos de luta, especialmente porque estávamos muito apaixonados!

Ser firmes não era fácil, havia momentos de fragilidade, mais ainda na época do noivado, quando já tínhamos certeza de que íamos nos casar. Mas, graças a Deus, que sempre nos acompanha de muitas formas, pudemos superar esses momentos de fraqueza e esperar até o casamento no religioso.

Ele me dizia que o que havia entre nós era realmente divino. Porém, mais que suas palavras, o respeito que ele me mostrava, e como ele mesmo me afastava das situações que nos colocavam em risco, me faziam apaixonar-me cada vez mais por ele.

Família:

O tempo de namoro foi como um treinamento de respeito, amor, domínio pessoal, e tudo isso floresceu agora em frutos de fidelidade, amor e respeito. Agora somos mais que felizes, temos mais de 5 anos de casados e 2 filhos lindos.

Se estamos contando nossa história para vocês, é para motivá-los a viver esta aventura da castidade, uma aventura contra a corrente que certamente é exigente, mas que, com o tempo, traz muitíssimas recompensas no âmbito pessoal, de casal e de família.

Um último conselho para todos: antes de buscar desesperadamente o amor em outros, é muito importante conhecer e amar primeiramente a nós mesmos. Só assim vamos ter claro o que queremos, o que buscamos, de que precisamos e, dessa forma, encontraremos o amor verdadeiro.

(Artigo publicado originalmente por La Opción V)

Tags:
AmorCasamentoNamoroSexualidade
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