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O que fazer diante do assédio no trabalho?

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Aleteia Vaticano - publicado em 18/11/14

Quando a pessoa é exposta à violência psicológica de forma sistemática por um longo período

No mundo do trabalho, existem atitudes explícitas ou veladas que evidenciam um ataque à dignidade das pessoas, em fatos como insultos, atos de indiferença frente às necessidades do funcionário ou pressões excessivas nas responsabilidades que devem assumir.

Estas ações podem desembocar no que se denomina “assédio laboral”, quando a pessoa é exposta à violência psicológica de forma sistemática por um longo período, muitas vezes buscando que o funcionário seja transferido a outro departamento ou decida pedir demissão.

Existem muitas maneiras de assediar uma pessoa no trabalho: por pressões para que renuncie; por rumores para desqualificar sua honra; etc. Há algum tempo, um gerente me contava sua frustração diante de disposições do seu chefe, que lhe mandava inventar cenários para justificar uma demissão ou incomodar o funcionário até ele pedir demissão, para não ter de pagar-lhe benefícios.

Estas estratégias incluíam ações específicas, como: tirar áreas de sua responsabilidade, oferecendo-lhe em troca tarefas rotineiras sem relação com seu cargo; reter informação crucial para seu trabalho; manipulá-lo para induzir-lhe ao erro em seu desempenho laboral.

Outra estratégia utilizada é a chantagem emocional, para evitar que a pessoa denuncie estes fatos. Diante destas situações, a pessoa deve, em primeiro lugar, identificar o que está ocorrendo, pois a manipulação pode inclusive levar o funcionário a acreditar que o problema está nele e considerar-se culpado por tudo.

Uma vez identificado o problema, é preciso colocar limites e enfrentar a situação com assertividade e coragem, com o risco inclusive de perder o emprego.

Finalmente, existem casos de ameaças explícitas frente ao trabalhador, para forçá-lo a renunciar sem receber seus benefícios. Neste caso, deve-se procurar um profissional que assessore no ponto de vista legal.

Se uma pessoa testemunha situações como as descritas, precisa ser solidária com os colegas, defendendo-os, agindo com integridade e buscando o bem comum da empresa.

(Artigo publicado originalmente por Centro de Estudios Católicos)

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