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Jornalista chinesa é julgada por divulgação de 'segredos de Estado'

<p>Policiais são vistos do lado de fora do tribunal de Pequim em 21 de novembro de 2014, onde a jornalista Gao Yu está sendo julgada</p>

AFP - publicado em 21/11/14

O julgamento de uma conhecida jornalista chinesa, acusada de ter divulgado segredos de Estado, começou nesta sexta-feira em Pequim, apesar dos pedidos de libertação de várias organizações de defesa dos direitos humanos.

Gao Yu, de 70 anos, que declara ser inocente, comparece a portas fechadas e em teoria pode ser condenada à prisão perpétua. As autoridades proibiram a imprensa estrangeira de assistir ao julgamento.

Gao Yu, que foi adjunta do chefe de redação da revista Economics Weekly, foi detida no fim de abril durante uma onda de prisões de ativistas dos direitos humanos, coincidindo com o 25º aniversário da repressão de Tiananmen.

A jornalista foi acusada de ter transmitido segredos de Estado a fontes fora da China, indicou a polícia de Pequim.

Segundo a organização Human Rights Watch (HRW), também foi acusada de ter transmitido a um site dos Estados Unidos um documento interno do Partido Comunista Chinês que pedia mais censura contra as ideias reformistas.

No dia 8 de maio, Gao Yu, uma intelectual com vários prêmios internacionais, apareceu em uma reportagem da televisão oficial na qual admitia seus erros. Mas segundo explicou aos seus advogados foi obrigada a confessar diante das câmeras.

O regime do presidente Xi Jinping, que realiza uma campanha para reforçar a autoridade da lei, voltou a utilizar o método da confissão pública, que já era utilizado na época de Mao.

O julgamento de Gao Yu, primeira ganhadora em 1977 do prêmio mundial da liberdade de imprensa da Unesco, foi condenado nesta sexta-feira por várias organizações.

"É um ataque frontal contra a liberdade de expressão e o acesso à informação", disse Sophie Richardson, diretora para a China da Human Rights Watch.

Em 1993 Gao foi condenada a seis anos de prisão também por divulgar segredos de Estado e saiu da prisão em fevereiro de 1999 por razões médicas.

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