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EUA enfrentam protestos após absolvição de policial

<p>Loja incendiada durante protestos em Ferguson, Missouri, após o anúncio de que o policial que matou jovem negro desarmado não será indiciado</p>

AFP - publicado em 26/11/14

A cidade de Ferguson, no estado americano do Missouri, foi sacudida por distúrbios na terça-feira, com manifestantes ateando fogo a prédios, saqueando lojas e atirando contra a polícia, após o anúncio de que o policial branco que matou um jovem negro desarmado não será julgado.

Doze prédios foram incendiados e pelo menos 150 tiros, disparados contra os agentes da ordem, afirmou o chefe de polícia do condado de St. Louis, John Belmar.

A polícia não respondeu aos tiros e 29 manifestantes foram detidos, sem o registro de vítimas, revelou o chefe de polícia.

O governador do Missouri, Jay Nixon, determinou o envio de mais homens da Guarda Nacional a Ferguson para restaurar a ordem na cidade.

"No total, teremos mais de 2.200 membros da Guarda Nacional na região. As vidas e as propriedades devem ser protegidas. Esta comunidade merece ter paz", disse Jay Nixon à imprensa.

O governador destacou que a decisão triplica os 700 homens das forças da ordem que patrulhavam as ruas de Ferguson quando começaram os protestos, na noite de segunda-feira.

"A equipe da Guarda Nacional está preparada para agir no momento em que surgirem os problemas".

Em Nova York, várias pessoas foram detidas na noite desta terça-feira, quando tentavam bloquear o tráfego na região de Times Square e no túnel Lincoln, que liga Manhattan à vizinha Nova Jersey.

"Várias pessoas foram detidas, mas ainda não temos um número preciso", assinalou à AFP um porta-voz do departamento da Polícia de Nova York.

O presidente Barack Obama condenou com firmeza a violência que tomou conta da cidade de Ferguson, afirmando que "queimar prédios, incendiar carros, destruir propriedades, colocar as pessoas em perigo não têm desculpas, são atos criminais".

Obama salientou que "jamais viu uma lei de direitos civis ou um projeto de reforma da saúde ou migratória avançar porque um carro foi incendiado". "Isto avança porque votamos, o povo se mobiliza, as pessoas se organizam. Ocorre porque vemos quais são as melhores políticas para se solucionar o problema".

O policial branco Darren Wilson, de 28 anos, matou no dia 9 de agosto o jovem negro Michael Brown, de 18, com seis tiros, quando a vítima estava desarmada e em plena luz do dia em uma rua de Ferguson.

Em entrevista nesta terça-feira, Wilson revelou que temia por sua vida quando disparou a arma – pela primeira vez em serviço em Ferguson – contra Brown.

"A razão para ter a consciência limpa é que sempre agi da maneira correta", disse Wilson à ABC News. "Ele era um homem forte, que poderia me matar".

O advogado da família da vítima denunciou nesta terça-feira "uma decisão injusta".

"Nós nos pronunciamos contra esta decisão porque em toda a América, seja em Nova York, Los Angeles, Califórnia ou Cleveland, jovens meninos negros são mortos por policial", afirmou o advogado Benjamin Crump durante uma coletiva de imprensa.

O caso reavivou as tensões raciais e provocou manifestações que muitas vezes terminaram em distúrbios.

A família de Brown não escondeu o desapontamento com a decisão do júri, mas pediu calma aos manifestantes.

"Estamos profundamente decepcionados que o assassino do nosso filho não tenha que sofrer as consequências de seus atos", declarou a família de Brown em um comunicado, no qual pediu "respeitosamente que qualquer manifestação seja pacífica".

Pouco depois do anúncio da decisão, manifestantes passaram a atirar objetos contra os policiais, aos gritos de "sem justiça não há paz".

A polícia informou que foi alvo de coqueteis molotov e lamentou o incêndio em uma de suas viaturas.

Protestos pelo país

Os gritos de protesto foram ouvidos em Times Square, Nova York, e na capital Washington, onde centenas de manifestantes criticaram a decisão da justiça.

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