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Grupo terrorista executa homem acusado de insulto religioso

<p>Membros do grupo Al-Nosra circulam pela cidade de Aleppo</p>

Agências de Notícias - publicado em 27/11/14

Em dezembro de 2013, o EI executou um menino de 13 anos por blasfêmia antes de multiplicar as execuções sumárias na Síria

A Frente Al-Nosra, o ramo sírio da Al-Qaeda, executou nesta quarta-feira no leste de Damasco um homem acusado de "insultar o profeta (Maomé) e sua família", indicou uma ONG.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) informou que Mohammad al-Mir foi morto a tiros na cidade de Erbine por jihadistas da Frente Al-Nosra.

Esta organização já executou pessoas suspeitas de pertencer ao regime sírio, mas é raro vê-la matado por ofensas religiosas.

"Nós estamos acostumados a ver o grupo Estado Islâmico (EI) fazê-lo, mas agora parece que outros grupos como a Frente Al-Nosra estão seguindo os passos e aterrorizando a população", declarou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

Em dezembro de 2013, o EI executou um menino de 13 anos por blasfêmia antes de multiplicar as execuções sumárias na Síria.

Ativistas e rebeldes que querem derrubar o presidente Bashar al-Assad, consideravam até recentemente a Frente Al-Nosra como menos radical do que o EI, ainda que ambos os grupos tenham nascido do ramo iraquiano da Al-Qaeda.

Em muitas áreas, os rebeldes e a Al-Nosra lutaram lado a lado contra o regime, mas o grupo começou nos últimos meses a expulsar seus rivais, principalmente de Idlib, no noroeste.

"A execução de Erbine mostra a realidade da Frente Al-Nosra. Ela não só viola os direitos humanos, mas mais uma vez prova que o seu objetivo não tem nada a ver com o desejo do povo sírio de alcançar democracia", disse Abdel Rahman.

(AFP)

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