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O que fazer para a conversão do meu marido?

© Philippe Lissac / GODONG

Prof. Felipe Aquino - Cleofas - publicado em 27/11/14

Não brigue com seu esposo por causa de Deus; Ele tem o seu tempo de agir porque respeita a liberdade do homem, sem o quê ele não seria Sua imagem e semelhança

“O que mais toca o coração de Deus é a nossa perseverança, porque ela é a prova da verdadeira fé que nunca esmorece”.

Muitas mulheres estão sofrendo neste momento porque elas amam a Deus, querem viver de acordo com suas leis, mas os seus maridos estão longe de tudo isso. É uma multidão de mulheres nesta situação. Tudo porque o coração da mulher é mais sensível e delicado do que o do homem, é muito mais voltado para Deus, muito mais apto a acolher o seu amor e a ele se entregar.

É raro ver uma mulher sem fé, e ao mesmo tempo é algo muito triste porque é uma violência à sua natureza feminina e materna.

Muitas mulheres de Deus vivem um grande drama: “o meu marido não se converte!” Já ouvi muitas vezes esta lamentação: “Já fiz de tudo; mas ele não vem para Deus, não vai para a igreja comigo, não se confessa, não vai ao grupo de oração e ainda quer me proibir de ir; impede-me de ver a TV Canção Nova e de trabalhar na igreja”.

Sei que o contrário também ocorre; há homens engajados na igreja, mas cujas esposas não os acompanham; mas isto acontece bem menos.

O que fazer?

Antes de tudo é preciso calma e paciência; não se desesperar e não desanimar; isto seria o pior; é tudo que o demônio gostaria que você fizesse; assim ele veria com alegria você abandonar a cruz à beira da estrada.

Saiba que esta cruz é parte do seu casamento; faz parte da missão que Deus lhe deu, de fazer este homem crescer na fé e se salvar. Deus o deu no dia do matrimônio para que você o construísse a cada dia, com sua paciência, oração, fé, lágrimas, sacrifícios e tudo o mais.

A “Ordem do casamento” – como disse Jacques de Vitry na Idade Média – “é uma Ordem cujos estatutos datam do início da humanidade”. Roberto de Sorbon, o auxiliar de São Luiz IX que fundou a célebre Sorbonne, chamava o casamento de “a Ordem sagrada” (“sacer ordo”).

Quando Deus confia um homem a uma mulher, e vice-versa, espera que este o devolva melhor um dia. Então, coragem. Assuma a sua cruz! Não a arraste de má vontade; você não teria méritos diante de Deus. Não a rejeite e nem a lance fora do caminho; ela te santificará e dará sentido profundo ao seu casamento. Ame esta cruz, para poder encontrar nela a salvação.

Não brigue com seu esposo por causa de Deus; Ele tem o seu tempo de agir porque respeita a liberdade do homem, sem o quê ele não seria Sua imagem e semelhança.

Deus sabe esperar “a hora da graça” agir, então você tem que esperar também; “sofre as demoras de Deus” (Eclo 2,3). Não o resista; não o afronte; espere a graça de Deus mexer a sua alma… Seja-lhe dócil; ame-o de todo o coração; conquiste-o para você, para depois, conquistá-lo para Deus.

Reze constantemente por ele, sem jamais desanimar. Esta é a ordem do Senhor: “É necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1).

“Mas, até quando eu terei de rezar pela conversão do meu marido? Eu já estou cansada…!”.

A resposta é: sempre! Até que a morte os separe; até que você cumpra até o último dia de sua vida a promessa que fez no altar de amá-lo na tristeza e na alegria, na saúde e na doença…, amando-o e respeitando-o todos os dias de sua vida.

O que mais toca o coração de Deus é a nossa perseverança, porque ela é a prova da verdadeira fé que nunca esmorece; por isso Jesus disse que: “Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Mt 24,13). Note que Jesus diz “até o fim”; a perseverança é para sempre. Lutar é mais importante para Deus do que vencer.

Lembro aqui a história maravilhosa da grande cristã Elizabeth Leseur que viveu por volta de 1900. Era uma francesa culta e fervorosa, amiga das artes, das letras, da filosofia, etc., casada com um homem culto e destacado na sociedade francesa; mas  ateu, que não acompanhava a fé de Elizabeth. Era o famoso Sr. Marie – Albert Leseur.

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CasamentoConversãomaridoMulher
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